A OpenAI comunicou que iniciou conversas com as concorrentes Anthropic e Google DeepMind para tratar de medidas voltadas à segurança da inteligência artificial, informou a Bloomberg neste terça-feira, citando o chefe de políticas globais da companhia, Chris Lehane.
Segundo Lehane, a proposta busca ampliar a cooperação entre empresas do setor diante de “crescentes preocupações” sobre potenciais riscos econômicos e de segurança associados ao avanço rápido de modelos de IA. “É melhor trabalhar em conjunto para priorizar a segurança”, afirmou o executivo.
Lehane acrescentou que, no entendimento da OpenAI, não há, por enquanto, necessidade de obter uma isenção das regras antitruste para que as três empresas coordenem iniciativas voltadas à segurança.
O anúncio acontece em um contexto no qual líderes do setor têm pedido uma desaceleração no ritmo de desenvolvimento de inteligência artificial para permitir avaliação mais cuidadosa dos riscos. O movimento ganhou força após a publicação, no sábado 12 de setembro, de um texto assinado por Dario Amodei, CEO da Anthropic.
No documento, Amodei defendeu que as empresas reduzam a velocidade com que aprimoram as capacidades de seus modelos e propôs um plano em três etapas para criar mais tempo para lidar com riscos. “Precisamos desacelerar o ritmo com que aprimoramos as capacidades dos modelos de IA. O progresso continuará parecendo rápido, e precisamos fazer bom uso do tempo que ganharmos”, escreveu o CEO da Anthropic.
Amodei também expressou preocupação com a possibilidade de que, em um período de seis a 12 meses, esse avanço possa “dominar toda a internet” e superar a capacidade humana de compreensão e controle, afirmando que, por isso, o desenvolvimento deve prosseguir com muito cuidado.
A posição de Amodei recebeu adesão de executivos de outras empresas de tecnologia, entre eles Sam Altman, CEO da OpenAI; Elon Musk, proprietário do X e da xAI; e Demis Hassabis, presidente do Google DeepMind.
A iniciativa de diálogo entre OpenAI, Anthropic e Google DeepMind ocorre em meio a intensos debates globais sobre governança e segurança das tecnologias de inteligência artificial, sem indicação de cronograma público para ações coordenadas.
Com informações de G1




