Uma instabilidade global no sistema de GPS afetou recentemente a operação de aeronaves da família E2, produzida pela Embraer. Segundo a fabricante, o problema atingiu sobretudo aviões da Azul que realizam voos dentro do Brasil, mas não levou a risco à segurança das operações.
A Embraer explicou que os jatos da série E2 contam com sistemas de navegação capazes de manter a operação mesmo quando há falhas no GPS, o que garante redundância e continuidade nos voos enquanto as causas do problema global são apuradas.
Na mesma semana, a companhia Air Astana recebeu o primeiro jato E190-E2, em entrega registrada “nesta sexta-feira (14)” em material divulgado pela fabricante.
Sobre a família E2
A linha E2 reúne três modelos: E175-E2, E190-E2 e E195-E2, com diferenças em capacidade de passageiros, peso e alcance. O projeto foi apresentado pela primeira vez em 2017 e tem produção em São José dos Campos (SP).
A família E2 tem se destacado comercialmente, sendo apontada por publicações internacionais pela boa autonomia e baixo consumo de combustível. A revista britânica The Economist destacou que a família ganha espaço principalmente por esses atributos, em um momento de alta demanda por viagens aéreas e dificuldades persistentes na cadeia de suprimentos desde a pandemia de Covid-19.
Enquanto grandes fabricantes como Airbus e Boeing chegam a demorar até dez anos para entregar aviões de fuselagem estreita, a Embraer tem conseguido prazos inferiores a dois anos para a entrega dos E2, o que tem favorecido as vendas.
O engenheiro mecânico Bruno Chieregatti, do Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), afirmou que o E2 reúne características modernas, como projeto bem dimensionado, motores de nova geração e sistemas de navegação atualizados. Ele ressaltou que a capacidade da família E2 é levemente inferior à dos modelos típicos da Boeing e da Airbus; enquanto estes frequentemente atendem rotas viáveis economicamente com 180 a 200 passageiros, aeronaves com capacidade na faixa de 140 a 150 assentos oferecem mais flexibilidade para diferentes frequências e mercados.
No Brasil, a frota E2 opera com Azul e Latam; a Gol também anunciou a compra de 20 unidades do E195-E2. Fora do país, há presença ou intenção de compra por companhias como Avelo Airlines (EUA), Finnair (Finlândia), Star Air (Índia), Luxair (Luxemburgo) e Airlink (África do Sul).
As autoridades e empresas envolvidas seguem monitorando a origem da instabilidade no GPS e avaliando eventuais impactos operacionais enquanto mantêm os padrões de segurança.
Com informações de G1




