Endometriose e fertilidade
A presença de endometriose nem sempre representa infertilidade, afirma a ginecologista Dra. Gisele Vissoci Marquini em texto publicado na Revistasoberana em 27 de setembro de 2026. Embora a doença possa dificultar a gravidez em determinados casos, o diagnóstico não deve ser interpretado automaticamente como uma sentença contra a maternidade.
Segundo a especialista, a chance de uma mulher conceber depende de múltiplos fatores: idade, extensão das lesões endometrióticas, função ovariana preservada, alterações anatômicas decorrentes da doença e condições reprodutivas do casal. Esses elementos influenciam de forma individualizada a fertilidade, razão pela qual a avaliação clínica deve ser personalizada.
Necessidade de abordagem individualizada
Dra. Gisele ressalta que transformar a endometriose em um rótulo que define o futuro reprodutivo contribui para o estigma e não ajuda no manejo da condição. O acompanhamento médico deve considerar os sintomas apresentados, o estágio da doença e, sobretudo, os projetos de vida e os desejos reprodutivos de cada mulher.
O texto enfatiza que o planejamento reprodutivo, aliado a informações claras e ao seguimento por equipe especializada, pode ampliar as possibilidades de gestação e reduzir a ansiedade associada ao diagnóstico. Medidas terapêuticas e estratégias reprodutivas variam conforme as características clínicas de cada caso.
Tratamento e cuidado
A autora aponta que a endometriose é uma doença que merece tratamento e atenção, e não um rótulo que determine irreversivelmente a capacidade de ter filhos. A decisão sobre intervenções e abordagens reprodutivas deve partir da análise conjunta entre a paciente e a equipe de saúde, levando em conta os riscos, benefícios e objetivos pessoais.
Dra. Gisele Vissoci Marquini
CRM 34170 RQE 19701
Ginecologia/Uroginecologia/Cirurgia Vaginal
Com informações de Revistasoberana




