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quarta-feira, outubro 14, 2026

Reflexões sobre desigualdade e solidariedade na coluna “Cantinho do Mário” (26 de setembro)

Desigualdades e responsabilidades pessoais

Na coluna publicada em 26 de setembro, o autor Mário Ferreira aborda a persistência das desigualdades sociais e a relação entre escolhas pessoais e consequências. Segundo ele, nada ocorre por acaso; a raiz dos problemas está nas decisões individuais. Ferreira aponta que, apesar de muitos alegarem não ter escolhido sua situação, cada pessoa atua como advogado de sua própria causa ao decidir onde focar atenções e esforços.

Ele destaca que a realidade atual oferece oportunidades que não existiam em sua juventude, citando vagas de emprego, escolas públicas gratuitas, cursos profissionalizantes, formação pela internet e possibilidade de trabalho remoto. Ainda assim, observa que grande parte da população concentra-se apenas no presente e não se prepara para o futuro, o que leva a culpar forças superiores pelas dificuldades.

O colunista comenta também a legislação trabalhista brasileira, afirmando que, quando comparada à de países mais desenvolvidos, apresenta exageros que desestimulam a instalação de empresas. Segundo Ferreira, há quem se esforce e alcance conforto, outros enriquecem, e muitos desperdiçam oportunidades, permanecendo em situação de pobreza. Ele ressalta que a administração do dinheiro é limitada: “Quem gasta tudo que tem, amanhã gastará o que não tem.”

Em um exemplo pessoal, Ferreira descreve ter visto, à porta de sua casa, uma senhora aparentemente com mais de quarenta anos varrendo a rua sob forte sol, usando uma vassoura inadequada, do tipo destinado à lavagem de áreas. A mulher se protegia com chapéu e blusa. Ao comentar a cena com um amigo, ouviu: “Cara! Ela tem um emprego.” A observação levou o autor a refletir sobre privilégios e empatia, imaginando como seria se a pessoa daquela cena fosse mãe do interlocutor.

Ferreira cita ainda um episódio atribuído a Madre Teresa: ao participar de uma reunião de pessoas que, com base em seu trabalho, estruturaram uma instituição de caridade, ela questionou a origem dos recursos usados para servir cafezinho e lanches. Ao saber que vinham de doações, a religiosa encerrou a reunião e alterou as diretrizes da instituição. O autor lembra também o mandamento de Jesus: “Amai-vos uns aos outros”, como chamado à solidariedade.

Por fim, ressalta que não faz apologia a doutrinas como comunismo, fascismo ou socialismo, e que sua ênfase é na fraternidade universal. Segundo ele, maior solidariedade e menos egoísmo poderiam reduzir crimes e até guerras. A coluna termina com um questionamento direto ao leitor sobre práticas de ajuda: “A propósito, você fez alguma coisa por alguém hoje? Colabora com alguma instituição de caridade?”

MÁRIO FERREIRA.

Com informações de Gazetadotriangulo

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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