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quarta-feira, outubro 14, 2026

Protestos em Madri entram no terceiro dia contra despejo de aposentada

Militantes e moradores iniciaram nesta segunda-feira (28) o terceiro dia de acampamento diante do prédio que abriga o governo da Comunidade de Madri, na Espanha, em protesto contra o despejo de uma mulher idosa e em defesa de políticas habitacionais mais fortes.

O episódio que motivou a mobilização envolve Maricarmen Abascal, de 87 anos, retirada da residência onde morava há mais de sete décadas. Ela foi removida pela polícia em uma maca após uma ordem de despejo emitida a pedido do fundo de investimento que comprou o apartamento.

Nos atos, centenas de pessoas que se reuniram nas imediações do edifício trocaram empurrões com as forças de segurança. O governo central, de orientação política de esquerda, criticou a postura do Executivo regional, de centro-direita, por não ter impedido a saída da idosa do imóvel.

A Puerta del Sol, praça central de Madri, amanheceu tomada por centenas de barracas, em um movimento que remete às ocupações de 2011, quando ativistas permaneceram naquela mesma área por cerca de um mês em protesto contra medidas de austeridade.

No sábado (26), uma marcha reuniu aproximadamente 30 mil pessoas que protestaram contra o tratamento recebido por Maricarmen e por outros moradores retirados de suas casas por fundos de investimento. Durante a manifestação, os participantes exibiram faixas com palavras de ordem e agitavam chaves como símbolo do direito à moradia.

Ao anoitecer do sábado, dezenas de ativistas ergueram tendas na Puerta del Sol, local onde está o escritório de Isabel Díaz Ayuso, presidente da Comunidade de Madri pelo centro-direita, e desde então o número de acampados vem aumentando.

Blanca, estudante, afirmou que muitos jovens no país enfrentam dificuldades para sair da casa dos pais e criticou a inércia e as medidas dos políticos sobre o tema. Segundo ela, os manifestantes decidiram manter a pressão até serem escutados.

O Sindicato dos Inquilinos, que coordena as ações, informou que outras manifestações estavam previstas em diferentes cidades da Espanha para esta segunda-feira.

O primeiro-ministro Pedro Sánchez declarou no domingo que o governo trabalha para aprovar no Parlamento, até terça-feira (29), um decreto emergencial sobre moradia que deverá oferecer alívio imediato aos inquilinos afetados.

Relatos e estatísticas apontam que, na última década, os valores dos aluguéis dobraram em média e cresceram muito acima da taxa de aumento dos salários, fator que alimenta a mobilização em Madri.

As manifestações seguem sem prazo definido para encerrar, e os organizadores mantêm os acampamentos enquanto pressionam por mudanças na legislação habitacional.

Com informações de Uberlandianofoco

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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