Exportações argentinas ao bloco europeu crescem após tratado
A Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca da Argentina informou nesta quinta-feira (1º) que as exportações agroindustriais do país para a União Europeia registraram alta de 21% em valor nos quatro primeiros meses em que o acordo entre o Mercosul e a UE entrou em vigor provisoriamente. No período entre maio e agosto, as vendas somaram US$ 1,92 bilhão (R$ 9,9 bilhões), montante 21% superior à média observada no mesmo intervalo dos três anos anteriores.
Segundo o órgão, os produtos que passaram a se beneficiar das reduções tarifárias previstas pelo acordo tiveram desempenho ainda mais expressivo: as exportações desse conjunto de itens ficaram 44% acima da média dos três anos anteriores.
O acordo comercial entre o Mercosul — formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai — e a União Europeia foi assinado em janeiro, após cerca de 25 anos de negociações, e passou a vigorar de forma provisória em maio.
O tratado prevê a eliminação de tarifas de importação para 77% dos produtos agropecuários que a UE compra do Mercosul, com reduções graduais programadas em prazos que variam de quatro a dez anos, conforme a categoria. Algumas mercadorias passaram a ter tarifa zero imediatamente, como frutas, sucos, peixes, crustáceos, óleos vegetais e café solúvel e moído. O café em grão já era comercializado sem tarifa ao mercado europeu.
Outros produtos receberam cortes tarifários, mas permanecem sujeitos a cotas de exportação. Entre esses itens estão as carnes bovina, de frango e suína, classificadas como “sensíveis” pela União Europeia por competir diretamente com a produção local.
O acordo enfrenta resistência de setores agrícolas europeus. Em resposta a pressões desses grupos e de ambientalistas, o Parlamento Europeu encaminhou o tratado ao Tribunal de Justiça do bloco para avaliação.
Os dados divulgados pela Secretaria argentina refletem os primeiros meses de aplicação provisória do pacto e indicam um impacto inicial positivo nas exportações do país ao mercado europeu.
Com informações de G1




