A Petrobras informou nesta sexta-feira (13) que o reajuste aplicado ao diesel nas refinarias deve resultar em um aumento de R$ 0,06 por litro para o consumidor final, considerando o diesel puro — produto que a estatal comercializa às distribuidoras sem a mistura obrigatória de biodiesel.
Segundo a presidente da companhia, Magda Chambriard, o impacto teria sido maior na ausência das medidas anunciadas pelo governo federal. “Em números, o Governo Federal desonerou, em função da Medida Provisória, R$ 0,32 por litro na nota fiscal da venda do diesel. [Com o ajuste de hoje], a Petrobras onera em R$ 0,38 por litro na nota do diesel”, explicou Chambriard. “O que isso significa? Que a gente ganha R$ 0,70, o governo desonera [o imposto], aplica o incentivo para a Petrobras e todos os outros agentes econômicos e, no final das contas, o aumento do diesel para a sociedade é absolutamente residual, de R$ 0,06”.
Hoje, o preço médio do diesel na bomba é de R$ 6,15, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A companhia ressalta que o combustível comercializado ao consumidor é composto pelo diesel puro mais a mistura obrigatória de biodiesel, e que o efeito do reajuste tende a ser inferior quando considerado o combustível pronto para venda em postos.
Chambriard afirmou ainda que a elevação está em linha com a estratégia de preços da Petrobras, cujo objetivo é evitar o repasse integral da volatilidade internacional ao mercado doméstico. “O reajuste de hoje do diesel está em consonância com a estratégia de preços da Petrobras, cujo pilar fundamental é não repassar a volatilidade de preços internacionais ao nosso mercado doméstico. Nossa estratégia está funcionando e é bem sucedida”, declarou.
A estatal relacionou a decisão ao aumento dos preços internacionais do petróleo, pressionados pelo conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, iniciado em 28 de fevereiro. Desde então, o barril acumula alta próxima a 40%, passando de cerca de US$ 60 para aproximadamente US$ 100. A interrupção do tráfego no Estreito de Ormuz — rota por onde passa mais de 20% do comércio mundial de petróleo — contribuiu para a elevação das cotações, mesmo após a liberação inédita de reservas estratégicas por mais de 30 países coordenada pela Agência Internacional de Energia (AIE).
Chambriard afirmou que, por ora, a Petrobras não pretende anunciar um novo aumento nos preços da gasolina. “Não estamos pensando em mexer nisso nos próximos dias”, disse a presidente da estatal.
O aumento do diesel afeta diretamente o transporte de cargas, o que tende a elevar o custo do frete e, por consequência, pressionar preços de bens e serviços na economia se a tendência de alta do petróleo persistir.
Com informações de G1




