Reação dos mercados após o primeiro turno
O principal movimento dos mercados brasileiros nesta segunda-feira (5) refletiu a reação dos investidores ao resultado do primeiro turno das eleições presidenciais. O dólar à vista terminou o pregão em queda de 4,12%, cotado a R$ 5,0022 na venda, e chegou a atingir R$ 4,95 por volta das 10h30, segundo dados do dia.
Foi o menor fechamento desde 21 de maio, quando a moeda norte-americana encerrou a sessão a R$ 5,0004. Na sexta-feira (2), o dólar havia subido cerca de 1%, fechando a R$ 5,2175 em virtude da cautela antes da divulgação do resultado eleitoral. Com o desempenho desta segunda, o dólar acumula queda de 8,87% no ano.
A movimentação no câmbio ocorreu depois que o senador Flávio Bolsonaro (PL) terminou o primeiro turno à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os dois disputarão o segundo turno marcado para 25 de outubro. Investidores interpretaram o desfecho como uma diminuição do prêmio de risco dos ativos brasileiros, o que pressionou para baixo as taxas futuras de juros e beneficiou o real.
Bolsa e ativos
O Ibovespa teve forte alta e fechou aos 207.190,44 pontos, valorização de 7,85%, renovando máximas históricas. Durante a sessão, o índice alcançou o patamar intradiário de 209.605,70 pontos — o maior nível já registrado no intraday — e marcou mínima de 192.137,63 pontos. O volume financeiro somava aproximadamente R$ 97,58 bilhões antes dos ajustes finais.
Na sexta-feira, o Ibovespa já havia subido 2,63%, encerrando a sessão em 192.137,63 pontos, reflexo da antecipação por parte de parte dos investidores de uma reação positiva ao resultado eleitoral. No exterior, o principal ETF de ações brasileiras negociado em Nova York, o EWZ, avançava 12,57% ao fim da tarde, sinalizando demanda externa por ativos do país.
Commodities e mercados internacionais
Apesar do movimento positivo para ativos brasileiros, o petróleo fechou em queda. O barril do tipo Brent para dezembro recuou 1,89%, a US$ 100,32, enquanto o WTI para novembro caiu 1,84%, a US$ 89,43 por barril.
No cenário internacional, bolsas asiáticas iniciaram a semana em alta, influenciadas por expectativas menores de novos aumentos de juros nos Estados Unidos. Em Nova York, os índices operavam em baixa na pré-abertura, e as principais praças europeias apresentavam comportamento misto.
O conjunto das informações destaca a resposta imediata dos mercados financeiros à definição do primeiro turno e as repercussões sobre câmbio, bolsa e commodities.
Com informações de Uberlandianofoco




