O Ministério da Fazenda comunicou nesta terça-feira (6) que R$ 1,32 bilhão em recursos de apostadores continuavam depositados nas contas das plataformas de apostas após o encerramento do prazo para retirada, que ocorreu na segunda-feira (5). A medida que proibiu as operações dessas empresas foi anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 25 de setembro.
A vedação alcança também jogos online e cassinos virtuais operando no país, incluindo, segundo o governo, produtos como o “Jogo do Tigrinho”. A partir desta terça-feira (6), os sites e aplicativos das plataformas passaram a ficar indisponíveis ao público. Quem tentar acessar será redirecionado para uma página com instruções sobre como solicitar o reembolso e informações sobre as garantias de devolução dos recursos.
O ministério informou ainda que, de um dia para o outro, houve redução de cerca de R$ 5 milhões nos saldos, totalizando R$ 1,325 bilhão na terça-feira (6). Uma parte considerável desse movimento de retirada pode estar associada ao elevado número de contas com saldos irrisórios: 86,2 milhões de contas registravam valores entre R$ 0,01 e R$ 0,99, que somados correspondem a R$ 15,5 milhões.
Com o término do prazo para saques, as empresas que operavam as plataformas têm até quarta-feira (7) para encaminhar às instituições financeiras a discriminação dos saldos remanescentes por CPF, bem como a indicação da conta bancária utilizada para os depósitos dos usuários. Em seguida, entre sexta-feira (9) e a próxima quarta-feira (14), as instituições financeiras devem efetuar as devoluções aos apostadores.
O governo informou ainda que, a partir de 14 de outubro, a Caixa Econômica Federal passará a intermediar a devolução dos valores nos casos em que houver algum impedimento que impeça a restituição direta pelos bancos.
As autoridades mantêm o cronograma estipulado para a transferência e a restituição dos saldos enquanto buscam assegurar o pagamento aos titulares das contas.
Com informações de G1




