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sábado, outubro 10, 2026

Dólar abre em alta com petróleo em disparada e mercado atento a dados de emprego nos EUA

Mercado financeiro

O dólar abriu em alta nesta quinta-feira (8), avançando 0,15% perto das 9h e sendo negociado a R$ 5,0178. As negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, estavam programadas para começar às 10h. Pelos mercados, investidores monitoravam a disparada nos preços do petróleo, notícias sobre possíveis novos ataques do governo Trump contra o Irã e dados do mercado de trabalho nos Estados Unidos, além de sinais sobre a trajetória futura das taxas de juros no país.

Petróleo e fatores geopolíticos

Notícias indicando que o governo Trump pode executar novos ataques ao Irã reacenderam a pressão sobre os preços do petróleo. O clima de tensão foi agravado também por relatos de novos ataques a petroleiros no Estreito de Ormuz, aumentando preocupações sobre oferta global de energia. Com esse noticiário, o barril de Brent, referência internacional, subia 4,37%, sendo cotado a US$ 104,58 perto das 9h, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), referência dos EUA, avançava 4,49%, a US$ 92,24 o barril.

Indicadores e fluxo de notícias

Além do comportamento do petróleo, participantes do mercado acompanhavam dados do emprego americano e possíveis sinais sobre os juros nos Estados Unidos, fatores que podem influenciar a direção do câmbio. No Brasil, o cenário eleitoral também continuava a impactar o humor dos investidores.

Resumo do desempenho até o momento: Dólar — acumulado da semana: -3,94%; acumulado do mês: -3,17%; acumulado do ano: -8,71%. Ibovespa — acumulado da semana: +0,32%; acumulado da semana: +7,13%; acumulado do mês: +10,45%; acumulado do ano: +27,73%.

Cenário eleitoral e reação do mercado

No plano político, Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência no segundo turno, afirmou em evento em Goiânia, após receber apoio de Ronaldo Caiado e Daniel Vilela, que pretende usar uma eventual maioria de seu grupo político no Congresso para promover mudanças na Constituição, sem detalhar quais dispositivos seriam alterados. Flávio disse que a expressão “mudar a Constituição para redemocratizar o país” referia-se a propostas previamente defendidas por ele, como redução da maioridade penal, mudanças no Judiciário, alterações na reforma tributária e fim da reeleição. Segundo o candidato, eventuais alterações seriam apresentadas por meio de Propostas de Emenda à Constituição (PECs) e seriam tratadas com “ponderação” e respeito às normas constitucionais.

Para aprovação de PECs, a Constituição exige dois turnos de votação na Câmara e no Senado e o apoio de pelo menos três quintos dos parlamentares em cada Casa — 308 deputados e 49 senadores —, além de respeitar limitações previstas nas chamadas cláusulas pétreas, como direitos e garantias individuais, voto direto e secreto e a separação dos Poderes. Na segunda-feira (5), o mercado reagiu com forte alta após Flávio ter ficado à frente de Lula no primeiro turno, mas economistas alertaram que o otimismo pode ser temporário diante da ausência de propostas claras para as contas públicas e dos obstáculos políticos para sua implementação.

Bolsas globais

Na Ásia, as bolsas fecharam em queda na quarta-feira, impactadas pelo petróleo acima de US$ 100 por barril e pela pressão sobre setores de tecnologia, inteligência artificial e biotecnologia. Entre os índices, Nikkei (Tóquio) caiu 0,92%; Hang Seng (Hong Kong) recuou 0,62%; Kospi (Seul) perdeu 1,98%; Taiex (Taiwan) caiu 0,03%; Straits Times (Cingapura) recuou 1,58%; e o S&P/ASX 200 (Sydney) teve baixa de 0,09%. A bolsa de Xangai permaneceu fechada por feriado.

O noticiário e os indicadores econômicos seguiram no radar dos investidores ao longo do dia, com atenção tanto aos desdobramentos geopolíticos quanto aos movimentos políticos internos e dados macroeconômicos.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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