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domingo, outubro 11, 2026

Mais de 32 mil empresas desapareceram do cadastro desde a posse de Javier Milei na Argentina

Buenos Aires — A Argentina contabilizou 32.290 empregadores a menos desde que Javier Milei assumiu a Presidência no fim de 2023, segundo levantamento divulgado pela Superintendência de Riscos do Trabalho (SRT) no sábado (10). O total de empresas inscritas no cadastro passou de 512.357 em novembro de 2023 para 480.067 em julho de 2026, uma redução de 6,3%.

A retração apontou o 18º mês consecutivo de queda no número de empregadores registrados na SRT. Em julho especificamente, o país teve 948 empregadores a menos na comparação com junho e o total de postos de trabalho formais recuou em 3.485 no mesmo mês.

O que mede a SRT

A SRT contabiliza como empregadores aquelas unidades que têm pelo menos um trabalhador registrado no sistema de seguro contra acidentes de trabalho. Por isso, sair do cadastro não significa necessariamente o encerramento definitivo das atividades: uma empresa pode deixar de aparecer por ter ficado sem funcionários registrados, por reorganização ou por mudanças cadastrais.

Fatores por trás da queda

Entidades empresariais e o Centro de Economia Política Argentina (CEPA) atribuem a redução ao enfraquecimento do consumo, custos elevados e à concorrência crescente de produtos importados. A Confederação Argentina da Média Empresa (CAME) destaca o aumento das contas de serviços e o endividamento das famílias como fatores que reduzem a capacidade de consumo, levando consumidores a priorizar gastos essenciais. Para as empresas, as mesmas pressões impactam a capacidade de arcar com despesas e obter crédito.

A União Industrial Argentina (UIA) aponta custo da energia, carga tributária e condições de financiamento como obstáculos que encarecem a operação, especialmente para pequenas e médias indústrias, cuja fatia de faturamento comprometida por esses custos aumenta quando as vendas estão fracas.

O CEPA registrou que as compras de bens de consumo do exterior subiram 34,7% no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2023, enquanto a produção industrial argentina caiu 12% no intervalo. Essas mudanças ocorreram em paralelo ao forte corte de gastos públicos promovido pelo governo para combater a inflação, cujos efeitos sobre a atividade variam por setor: em julho, comércio e indústria encolheram na comparação anual, enquanto a mineração apresentou crescimento.

O presidente Javier Milei participou em 22 de setembro de 2026, em Nova York, de reunião da coalizão política e de segurança multinacional “Escudo das Américas”, à margem da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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