Doorgal Andrada (PP), deputado estadual reeleito, tem ganhado projeção na disputa pela presidência da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). A votação interna para a Mesa Diretora ocorrerá em 1º de fevereiro de 2027, logo após a instalação da nova legislatura em Belo Horizonte, e já há movimentação nos bastidores em torno de possíveis candidatos.
A trajetória e base política
Atualmente presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da ALMG, Doorgal construiu relacionamentos com parlamentares de diferentes orientações políticas, já que por essa comissão tramitam projetos considerados prioritários. O deputado mantém forte ligação com Araguari e outras cidades do Triângulo Mineiro e do Alto Paranaíba, regiões que aguardam ganhos de representatividade caso ele assuma a presidência da Casa.
Lideranças locais avaliam que a presença de um deputado da região na Mesa Diretora pode facilitar a liberação de recursos, atrair investimentos e dar mais visibilidade às demandas do Triângulo Mineiro junto ao Executivo estadual.
Contexto político e nomes na disputa
A saída de Tadeu Leite (MDB) da corrida pela reeleição à presidência da ALMG — em razão de sua nomeação para o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG) — abriu espaço para uma nova composição da Mesa. Além disso, a posse do governador eleito Cleitinho (Republicanos) em janeiro eleva a necessidade de interlocução entre o Executivo e a Assembleia.
Até o momento, nove nomes foram citados como possíveis candidatos. Na bancada do Partido Liberal (PL), que é a maior da Casa com 21 deputados, têm sido ventilados Bruno Engler, Sargento Rodrigues, Gustavo Santana e o ex-prefeito de Betim, Vittorio Medioli. Pelo PSD aparecem João Magalhães e Tito Torres. No PT, Ulysses Gomes busca costurar apoio, e na bancada do PP figuram Doorgal Andrada e a deputada Nayara Rocha.
Histórico do parlamento mineiro indica que candidaturas estritamente ideológicas costumam encontrar mais dificuldades para aglutinar maioria, enquanto nomes mais moderados e com experiência em comissões técnicas tendem a avançar nas negociações. O atual presidente, Tadeu Leite, tem atuado para estimular conversas iniciais que possam levar a uma solução conciliada.
Desafios orçamentários
O próximo comando da ALMG terá pela frente um cenário fiscal complexo: o orçamento estadual de 2027 prevê um déficit bilionário, além de negociações sobre a dívida pública com a União no âmbito do Propag. A aprovação de medidas fiscais exigirá estabilidade política e habilidade de articulação na Assembleia, característica destacada entre os atributos atribuídos a Doorgal Andrada pelos apoiadores.
O desenrolar das conversas partidárias e a formação de alianças nas semanas que antecedem a eleição interna definirão o desfecho da disputa pela presidência da ALMG.
Com informações de Regionalzao




