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terça-feira, outubro 13, 2026

Preço do aluguel de escritórios atinge recorde em São Paulo com retorno ao presencial e expansão empresarial

Aluguéis alcançam novo patamar em São Paulo

O valor médio do aluguel de salas comerciais de alto padrão na cidade de São Paulo atingiu R$ 144,49 por metro quadrado no terceiro trimestre de 2026, marcando um novo recorde, segundo levantamento da consultoria imobiliária Binswanger Brazil. Há um ano esse preço era de R$ 122,28 por metro quadrado e, há dois anos, estava em R$ 117.

De acordo com a consultoria, a elevação dos preços está associada ao aumento da procura, motivado pelo retorno dos funcionários aos escritórios e pela ampliação de atividades das empresas. Simone Santos, sócia-diretora da Binswanger Brazil, destaca que a tendência também se reflete na queda da taxa de vacância, que passou para 12,9% no terceiro trimestre de 2026, em comparação com 15,5% no mesmo período de 2025 e 20,8% de dois anos atrás.

Na comparação trimestral, entretanto, a vacância registrou leve alta, passando de 12,1% no segundo trimestre para 12,9% no terceiro. “Isso significa que, especialmente nas regiões mais disputadas, as empresas encontram cada vez menos opções. É essa combinação de retomada da demanda e redução da oferta disponível que sustenta a valorização dos aluguéis”, afirmou Santos.

O estudo também aponta maior interesse por prédios classificados como “Triple A”, que se destacam por localização, infraestrutura tecnológica, eficiência operacional, flexibilidade dos espaços e qualidade da construção. Segundo a executiva, o escritório deixou de ser apenas um local para acomodar equipes e passou a ter papel estratégico nas relações e no funcionamento das organizações.

Apesar da recuperação, Santos observa que os aluguéis ainda não compensaram perdas acumuladas na última década: se os preços tivessem acompanhado o IPCA desde 2015, o valor médio hoje seria de R$ 209 por metro quadrado, segundo a Binswanger.

Quanto à oferta, a entrada de novos escritórios de alto padrão mais que dobrou entre o segundo e o terceiro trimestres de 2026. Três empreendimentos — Alto das Nações, Cyrela Oscar Freire e Franca — chegaram ao mercado paulistano e acrescentaram 143 mil metros quadrados ao estoque, ante 66 mil metros quadrados no trimestre anterior e 16 mil no mesmo período do ano passado.

A chegada desses projetos foi acompanhada por maior ocupação: a absorção líquida cresceu 4,8% no trimestre, alcançando 88 mil metros quadrados. A valorização dos aluguéis, segundo a Binswanger, tem se expandido além dos corredores tradicionais como Avenida Brigadeiro Faria Lima, Itaim Bibi e Juscelino Kubitschek, alcançando também áreas como Chucri Zaidan e Pinheiros.

O movimento indica uma recuperação que passa a atingir diferentes regiões da cidade, sem se restringir apenas aos endereços historicamente mais valorizados.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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