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terça-feira, outubro 13, 2026

Acampamento Miasma é menos terror e mais filme psicológico e sentimental

Acampamento Miasma – Adolescência, Sexo e Morte, de Jane Schoenbrun, chegou ao serviço de streaming Mubi em 2026, mas provoca um deslocamento em relação ao que o público espera de um filme de terror. Segundo a análise assinada por Vinícius Lemos, a produção parte de um ponto de partida ligado ao universo slasher, mas se desenvolve como um drama psicológico.

No enredo, a jovem diretora Kris, interpretada por Hannah Einbinder, vai atrás da antiga estrela Billy Presley, vivida por Gillian Anderson, com a intenção de trazê-la de volta para um remake, reimaginação ou continuação do filme original da franquia Acampamento Miasma. Essa busca orienta a primeira metade da narrativa, enquanto a película reserva suas intenções mais claras para os momentos finais.

A diretora Jane Schoenbrun constrói imagens com forte caráter estético: o design de produção recebe destaque, com cenários que variam entre uma casa isolada com aparência curiosamente acolhedora e paisagens ou construções geradas por matte paintings. A fotografia remete aos filmes de terror dos anos 1980, embora com uma limpeza visual que gera certa dissonância e mantém o espectador atento.

Quanto às mortes e à violência, a opção por efeitos menos práticos e por escolhas estilísticas na realização pode dividir o público. Em contrapartida, há um plano-sequência que reproduz o tom absurdo do filme fictício referenciado dentro da própria obra. Já a representação do fundo do lago é apontada como exagerada e pouco convincente tecnicamente.

A trilha sonora é descrita como atmosférica e discreta, sem invadir a narrativa. No segundo ato, a trama sofre momentos de estagnação, com diálogos que não avançam a história e um excesso de mistério aparente. Contudo, quando a protagonista finalmente se revela, o filme desloca-se para uma leitura mais introspectiva e íntima.

No fechamento, a película transforma a linha entre real e ficção e passa a tratar com mais clareza temas relacionados à sexualidade, sendo definida na crítica como uma das abordagens mais interessantes sobre o tema lançadas recentemente. Elementos simbólicos — como uma corrida final e uma fala sobre a fome do assassino serial chamado Pequena Morte — encerram a produção e são destacados como momentos decisivos.

Vinícius Lemos é jornalista e repórter da TV Paranaíba.

*Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Paranaíba Mais

Com informações de Paranaibamais

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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