A Agência Nacional de Mineração (ANM) publicou dados mostrando que, em 2025, as atividades relacionadas a minerais críticos e estratégicos responderam por 57% dos empregos na indústria extrativa mineral brasileira. Do total de 226,6 mil vagas no setor, 129,4 mil estavam vinculadas a esse segmento.
Entre esses 129,4 mil empregos, 51.714 são ocupados por trabalhadores classificados como mão de obra qualificada, número que equivale a 23% de todos os postos da indústria extrativa mineral do país. Já os profissionais com ensino superior somam 30.707, correspondendo a 14% do total de empregos do setor.
A distribuição por gênero revela predominância masculina nas atividades ligadas a esses minerais: homens ocupam 78% das vagas, enquanto mulheres representam 22%.
Principais municípios e remuneração
Os municípios com maior número de trabalhadores em atividades relacionadas a minerais críticos e estratégicos são Parauapebas (PA), com 8.234 empregos; Nova Lima (MG), com 8.218; e Congonhas (MG), com 7.114.
Em 2025, os salários medianos registrados pelas categorias foram de R$ 3.218,08 para trabalhadores com nível fundamental, R$ 4.142,24 para nível médio e R$ 11.856,16 para nível superior.
Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos
Os números constam do Portal de Minerais Críticos e Estratégicos, lançado nesta tarde pela ANM. O anúncio ocorre após a sanção, no mês passado, da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, que define diretrizes para etapas como pesquisa, lavra, beneficiamento, transformação mineral e mineração urbana.
A política classifica como críticos os minerais cujo abastecimento enfrenta riscos capazes de impactar setores essenciais da economia. Já os estratégicos são aqueles relevantes para o desenvolvimento tecnológico e regional, para a balança comercial ou para a redução das emissões de gases de efeito estufa.
O Brasil ainda não possui uma lista oficial desses minerais; a tarefa de identificar as substâncias caberá ao Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE), também instituído pela política. Minerais com aplicações em transição energética, digitalização, defesa e indústria de alta tecnologia foram citados, com exemplos como lítio, níquel, cobalto, grafita e manganês usados em baterias de íon-lítio. Veículos elétricos utilizam lítio, cobre, níquel e terras raras.
A política prevê instrumentos como o Fundo Garantidor da Atividade Mineral; o Programa Federal de Beneficiamento e Transformação de Minerais Críticos e Estratégicos; o Certificado Mineral de Baixo Carbono; um cadastro nacional de projetos; e uma rede de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e formação profissional.
Os dados apresentados pela ANM compõem a base do novo portal e detalham o perfil do emprego no segmento de minerais críticos e estratégicos em 2025.
Com informações de G1




