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quinta-feira, outubro 15, 2026

Senado aprova fim da escala 6×1 com 75 votos a favor e 1 contra

O Senado Federal aprovou, em dois turnos realizados na quarta-feira (14), a proposta que põe fim à escala 6×1. Em cada votação, o texto teve 75 votos favoráveis e apenas um voto contrário, totalizando quórum de 77 senadores presentes. A medida prevê a diminuição da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais sem redução de salários e garante dois dias de descanso remunerado por semana.

Principais pontos aprovados

O texto estabelece que a jornada máxima será reduzida de 44 para 40 horas semanais, mantendo os salários integrais mesmo com a diminuição da carga horária. A proposta também prevê dois dias de descanso remunerado por semana, com preferência pelo domingo. Para a implementação, o texto prevê uma transição gradual: 60 dias após a promulgação a jornada passaria a 42 horas semanais, e 12 meses depois o limite seria de 40 horas.

Placar e participação

A única posição contrária registrada foi a do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS). Quatro parlamentares não registraram voto: Ciro Nogueira (PP-PI), Marcio Bittar (PL-AC), Rogério Marinho (PL-RN) e Sergio Moro (PL-PR). O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), conduziu a sessão e não votou.

Como cada senador votou no fim da escala 6×1

  • Alan Rick (Republicanos-AC) — Sim
  • Alessandro Vieira (MDB-SE) — Sim
  • Ana Paula Lobato (PSB-MA) — Sim
  • Angelo Coronel (Republicanos-BA) — Sim
  • Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) — Sim
  • Beto Faro (PT-PA) — Sim
  • Camilo Santana (PT-CE) — Sim
  • Carlos Fávaro (PSD-MT) — Sim
  • Carlos Portinho (PL-RJ) — Sim
  • Carlos Viana (PSD-MG) — Sim
  • Chico Rodrigues (PSB-RR) — Sim
  • Cid Gomes (PSB-CE) — Sim
  • Ciro Nogueira (PP-PI) — Não votou
  • Cleitinho (Republicanos-MG) — Sim
  • Confúcio Moura (MDB-RO) — Sim
  • Damares Alves (Republicanos-DF) — Sim
  • Daniella Ribeiro (PP-PB) — Sim
  • Davi Alcolumbre (União-AP) — Presidente da sessão
  • Dr. Hiran (PP-RR) — Sim
  • Dra. Eudócia (PSDB-AL) — Sim
  • Eduardo Braga (MDB-AM) — Sim
  • Eduardo Gomes (PL-TO) — Sim
  • Efraim Filho (PL-PB) — Sim
  • Eliziane Gama (PSD-MA) — Sim
  • Esperidião Amin (PP-SC) — Sim
  • Fabiano Contarato (PT-ES) — Sim
  • Fernando Dueire (PSD-PE) — Sim
  • Flávio Arns (PSB-PR) — Sim
  • Flávio Bolsonaro (PL-RJ) — Sim
  • Giordano (Podemos-SP) — Sim
  • Hamilton Mourão (Republicanos-RS) — Não
  • Humberto Costa (PT-PE) — Sim
  • Irajá (PSD-TO) — Sim
  • Ivete da Silveira (MDB-SC) — Sim
  • Izalci Lucas (PL-DF) — Sim
  • Jader Barbalho (MDB-PA) — Sim
  • Jaime Bagattoli (PL-RO) — Sim
  • Jaques Wagner (PT-BA) — Sim
  • Jayme Campos (União-MT) — Sim
  • Jorge Kajuru (PSB-GO) — Sim
  • Jorge Seif (PL-SC) — Sim
  • Jussara Lima (PSD-PI) — Sim
  • Laércio Oliveira (PP-SE) — Sim
  • Leany Lemos (PSB-DF) — Sim
  • Lucas Barreto (PSD-AP) — Sim
  • Luis Carlos Heinze (PP-RS) — Sim
  • Magno Malta (PL-ES) — Sim
  • Mara Gabrilli (PSD-SP) — Sim
  • Marcelo Castro (MDB-PI) — Sim
  • Marcio Bittar (PL-AC) — Não votou
  • Marcos do Val (Avante-ES) — Sim
  • Marcos Rogério (PL-RO) — Sim
  • Nelsinho Trad (PSD-MS) — Sim
  • Omar Aziz (PSD-AM) — Sim
  • Oriovisto Guimarães (PSDB-PR) — Sim
  • Otto Alencar (PSD-BA) — Sim
  • Paulo Paim (PT-RS) — Sim
  • Plínio Valério (PSDB-AM) — Sim
  • Professora Dorinha Seabra (União-TO) — Sim
  • Randolfe Rodrigues (PT-AP) — Sim
  • Renan Calheiros (MDB-AL) — Sim
  • Renan Filho (MDB-AL) — Sim
  • Renzo Braz (PP-MG) — Sim
  • Roberta Acioly (Republicanos-RR) — Sim
  • Rogério Carvalho (PT-SE) — Sim
  • Rogério Marinho (PL-RN) — Não votou
  • Romário (Sem partido-RJ) — Sim
  • Sargento Reginauro (PSDB-CE) — Sim
  • Sergio Moro (PL-PR) — Não votou
  • Sérgio Petecão (PSD-AC) — Sim
  • Soraya Thronicke (PSB-MS) — Sim
  • Styvenson Valentim (Podemos-RN) — Sim
  • Teresa Leitão (PT-PE) — Sim
  • Tereza Cristina (PP-MS) — Sim
  • Vanderlan Cardoso (PSD-GO) — Sim
  • Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) — Sim
  • Wellington Fagundes (PL-MT) — Sim
  • Weverton (PDT-MA) — Sim
  • Wilder Morais (PL-GO) — Sim
  • Zenaide Maia (PSD-RN) — Sim
  • Zequinha Marinho (Podemos-PA) — Sim

Próximos passos

O texto aprovado no Senado manteve a redação aprovada pela Câmara dos Deputados em maio, motivo pelo qual seguirá para promulgação pelo Congresso Nacional. A promulgação e a publicação oficial do texto são necessárias para confirmar a versão final da proposta e para iniciar a contagem dos prazos de transição previstos na matéria.

Repercussão

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), comemorou a aprovação e classificou o resultado como fruto de um esforço amplo. Em publicações nas redes sociais, Motta ressaltou que a proposta foi discutida na Câmara com participação de trabalhadores, empresários e especialistas, e destacou os pontos de redução da jornada para 40 horas, dois dias de descanso e manutenção dos salários.

Com a votação concluída no Senado, a confirmação das datas de vigência dependerá da promulgação e da publicação oficial do texto, que definirão quando a transição para 42 horas e, posteriormente, para 40 horas começará a valer.

Com informações de Paranaibamais

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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