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terça-feira, outubro 20, 2026

Rebeca Andrade lidera classificatória do salto; Brasil garante cinco finais no Mundial em Rotterdam

Brasil garante cinco finais com desempenho decisivo de Rebeca Andrade

Em Roterdã, na Holanda, nesta segunda-feira (19), a seleção brasileira feminina de ginástica artística assegurou presença em cinco finais do Mundial ao terminar a fase classificatória na oitava colocação, com 159,131 pontos. O resultado garantiu ao time a última vaga entre as oito equipes que disputarão a final por equipes, marcada para quarta-feira (21).

A principal responsável pela classificação foi Rebeca Andrade, que liderou a prova do salto. Executando dois saltos distintos, a ginasta obteve média de 14,533 pontos e recebeu ainda um bônus de 0,2 por apresentar movimentos de grupos diferentes, assegurando posição de destaque no aparelho e contribuindo de forma decisiva para a subida da equipe na tabela.

No salto, Rebeca registrou 14,400 pontos no primeiro salto, um Yurchenko com dupla pirueta que teve nota de execução 9,400. Na segunda tentativa, apresentou o Lopez e somou 14,266, com execução avaliada em 9,466. A média dos dois saltos consolidou sua liderança na classificatória do aparelho.

A equipe brasileira superou a Grã-Bretanha por menos de dois décimos e garantiu presença entre as oito finalistas. Rebeca foi a última a se apresentar na rotação do salto e a sua atuação reverteu a situação da seleção, que até então estava fora da zona de classificação para a final por equipes.

No restante das disputas individuais, Flávia Saraiva e Lorrane Oliveira obtiveram vagas para a final do individual geral. Flávia somou 53,566 pontos na soma dos quatro aparelhos e ficou em 12º lugar, garantindo classificação; Lorrane terminou em 22º, com 52,165 pontos, retornando a uma final geral de Mundial pela primeira vez desde 2015.

Na trave, Flávia apresentou rotina consistente e marcou 14,400 pontos, ficando em terceiro na classificatória do aparelho. Seu desempenho nas barras foi 13,300, no solo 12,866 e no salto 13,000. Lorrane teve seu melhor resultado nas barras assimétricas, com 13,700; fez 13,133 no solo, 12,466 na trave e 12,866 no salto.

Rebeca também competiu na trave, mas sofreu queda durante a apresentação e alcançou 13,033 pontos, nota insuficiente para avançar à final do aparelho. Aos 27 anos, Andrade voltou a disputar um Mundial após ficar de fora da edição de 2025, em Jacarta. Após conquistar quatro medalhas nos Jogos Olímpicos de Paris-2024, a ginasta fez pausa para recuperação física e mental e optou nesta edição por competir apenas no salto e na trave, poupando o solo em razão do histórico de lesões no joelho — que já passou por cinco cirurgias — com vistas à preparação para Los Angeles-2028.

Além de Rebeca, Flávia e Lorrane, a equipe brasileira contou com Thais Fidélis e Sophia Weisberg na classificatória. Thais contribuiu com 13,500 pontos na trave e 12,766 no solo. Sophia teve duas quedas nas barras assimétricas, recebendo 10,033 pontos no aparelho; sua nota no solo foi descartada do total da equipe.

O Brasil somou 39,200 pontos nas barras assimétricas, 40,933 na trave, 37,332 no solo e 40,266 no salto, totalizando 159,131 pontos ao final da classificatória. Com esse desempenho, a seleção assegurou participação nas finais por equipes, salto e trave, além de duas vagas na final do individual geral.

As finais estão programadas para: quarta-feira (21) — final por equipes, às 14h30 (horário de Brasília); sexta-feira (23) — final do individual geral; sábado (24) — final do salto; e domingo (25) — final da trave. Na disputa por equipes, as três seleções que subirem ao pódio garantirão vaga nos Jogos Olímpicos de Los Angeles-2028.

Com informações de Uberlandianofoco

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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