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quinta-feira, outubro 29, 2026

Final entre brasileiras garante 15º título do país na Libertadores Feminina

A 18ª edição da Copa Libertadores Feminina terá uma final entre clubes brasileiros: Cruzeiro e Corinthians se classificaram na quarta-feira (28) no Estádio Casa Blanca, em Quito, e garantiram que o bicampeonato sul-americano ficará mais uma vez no Brasil. As mineiras avançaram ao bater o Olimpia por 1 a 0, enquanto o Corinthians reverteu o placar contra o colombiano Santa Fe e venceu por 2 a 1.

Esta será a terceira final 100% brasileira na história do torneio. As outras decisões inteiramente nacionais já ocorreram com presença e títulos do Corinthians: em 2019, nas partidas realizadas também em Quito, o Timão venceu a Ferroviária por 2 a 0; quatro anos depois, as paulistas conquistaram o título sobre o Palmeiras por 1 a 0 em Cali (Colômbia).

A final está marcada para sábado (31), novamente no Estádio Casa Blanca, em horário que será definido pela Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol). No mesmo dia e local, Santa Fe e Olimpia disputarão o terceiro lugar do torneio.

O Cruzeiro, que disputa a competição pela primeira vez, contou com atuação decisiva de suas atacantes. Aos quatro minutos do segundo tempo, Byanca Brasil cobrou falta, a bola acertou o travessão e Marília aproveitou o rebote para marcar o gol que levou as mineiras à decisão.

O Olimpia ficou com uma jogadora a menos aos 27 minutos, quando Pamela Villalba recebeu o segundo cartão amarelo por uma falta sobre a lateral Gisseli e foi expulsa. Nos acréscimos, a atacante Cynthia Casco exigiu uma defesa importante da goleira do Cruzeiro, Camila Rodrigues, que garantiu a vitória e a vaga da equipe celeste na final.

O título da Libertadores assegura ao vencedor uma vaga na edição do ano que vem da Copa das Campeãs — equivalente à antiga Copa Intercontinental no calendário feminino da Fifa — e a participação nas semifinais diante do Barcelona, campeão europeu, em 27 de janeiro. Se o Cruzeiro levantar o troféu, também se classificará para a primeira edição da Copa do Mundo de Clubes Feminina, prevista para 2028, nos Estados Unidos. Caso o Corinthians vença e mantenha sua vaga já garantida pelas conquistas de 2024 e 2025, uma das vagas da América do Sul será definida por um ranking continental que ainda será desenvolvido.

Revanche x hegemonia

O Corinthians pode ampliar sua hegemonia e conquistar a Libertadores pela sétima vez, a quarta consecutiva. Para o Cruzeiro, a final tem tom de revanche: no ano passado, as duas equipes decidiram o Campeonato Brasileiro. No jogo de ida, em Belo Horizonte, ficou 1 a 1 na Arena Independência; no reencontro, o Corinthians venceu por 1 a 0 na Neo Química Arena, garantindo o sétimo título nacional, o sexto seguido.

As equipes também se enfrentaram na decisão da Supercopa do Brasil em 2024, quando o Corinthians venceu por 1 a 0 na Neo Química Arena. Neste ano, em confrontos pelas quartas de final do Brasileirão, as equipes voltaram a medir forças: no Independência o Corinthians venceu por 1 a 0 e, no Canindé, repetiu o triunfo por 3 a 1, assegurando vaga nas semifinais.

A final entre Cruzeiro e Corinthians, portanto, reúne histórico recente de duelos diretos e a chance de manter a supremacia brasileira na principal competição de clubes da América do Sul.

Com informações de Agência Brasil

Evaldo Ribeiro
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Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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