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quinta-feira, novembro 5, 2026

Câncer do colo do útero pode evoluir sem sintomas; rastreamento e vacina são essenciais

Câncer silencioso reforça importância de exames preventivos

O câncer do colo do útero pode se desenvolver de forma silenciosa nas fases iniciais, o que aumenta a necessidade de rastreamento regular e da realização de exames ginecológicos, mesmo na ausência de sintomas. Especialistas afirmam que o atraso na busca por atendimento, motivado por constrangimento ou dificuldade de acesso, reduz as chances de detectar lesões em estágio inicial, quando o tratamento costuma ser menos invasivo e com maior probabilidade de cura.

Segundo a ginecologista e especialista em uroginecologia e cirurgia feminina Dra. Gisele Vissoci, do Mater Dei Santa Clara, o rastreamento é fundamental porque possibilita identificar alterações antes da evolução para câncer. Ela ressalta que muitas pacientes protelam a consulta por desconforto com o exame íntimo ou por barreiras no acesso ao ginecologista, e que essa espera pode permitir que alterações permaneçam assintomáticas por longos períodos.

Exame alterado não equivale a diagnóstico de câncer

Resultados anormais em exames preventivos costumam causar preocupação, mas nem sempre indicam câncer. Muitas vezes detectam alterações celulares ou a presença do papilomavírus humano (HPV), agente mais associado ao desenvolvimento da doença. A conduta clínica depende do resultado, da idade e do histórico da paciente, e pode incluir acompanhamento ou investigação adicional.

Procedimentos como a colposcopia permitem observar o colo do útero em detalhe, com aplicação de soluções que evidenciam áreas suspeitas, e, quando indicado, é realizada biópsia para análise histológica. A confirmação de lesão precursora orienta o tratamento adequado; em alguns casos, é possível remover apenas a área comprometida, preservando o útero e muitas vezes a fertilidade.

Testes de HPV e vacinação ampliam prevenção

Além do exame citopatológico (Papanicolau), os testes moleculares para detecção de tipos de HPV de alto risco vêm ganhando papel central no rastreamento, inclusive com implementação gradual na rede pública. Esses testes permitem identificar a presença do vírus antes que ocorram alterações celulares visíveis na citologia, e a conduta após a detecção depende do tipo de HPV e de eventuais alterações associadas.

A vacinação contra o HPV é outro avanço importante: protege contra os tipos responsáveis pela maioria dos casos de câncer do colo do útero e apresenta o maior benefício quando administrada antes da exposição ao vírus, razão pela qual a imunização de crianças e adolescentes é estratégica. No entanto, a vacina não cobre todos os tipos de HPV, portanto mulheres vacinadas devem manter o rastreamento conforme as recomendações médicas.

Esclarecimentos sobre o HPV

O HPV é uma infecção muito comum e sua detecção não permite determinar quando ou de quem a pessoa foi infectada, contradizendo a ideia de que um resultado positivo é prova de infidelidade. Em grande parte dos casos, a infecção é controlada pelo sistema imunológico; o maior risco decorre da persistência de tipos de alto risco. Dra. Gisele destaca que um resultado positivo deve ser tratado com calma, mas também com responsabilidade para garantir acompanhamento adequado.

Informação, vacinação, rastreamento e acompanhamento médico formam a base para reduzir a incidência do câncer do colo do útero. Superar o constrangimento e não esperar por sintomas para procurar atendimento são medidas que aumentam a chance de identificar alterações antes que se transformem em doença.

Com informações de Uberlandianofoco

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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