Quem e o que: A plataforma australiana de design Canva comunicou na terça-feira (3) uma reestruturação que atingirá 1.271 colaboradores, o equivalente a 22% do quadro de funcionários. A empresa descreveu um pacote de apoio aos desligados que inclui compensação salarial, benefícios de saúde e apoio para recolocação profissional.
Detalhes do pacote: Todos os funcionários que deixarem a empresa receberão, no mínimo, seis meses de salário, independentemente do país onde trabalham. Esse valor será acrescido dos direitos trabalhistas previstos nas legislações locais. A assistência médica será mantida por 12 meses nos países em que a Canva já oferece o serviço, e o programa Canva Care, voltado ao bem-estar e que pode ser usado por familiares, também seguirá disponível pelo mesmo período.
Além da compensação financeira e da manutenção de benefícios de saúde, o pacote inclui suporte para a busca de novo emprego, com orientação individual de carreira, preparação para entrevistas e assinatura do LinkedIn Premium por um ano. Parte da equipe de recrutamento da própria Canva será deslocada para ajudar os desligados a revisar currículos e se preparar para processos seletivos.
A empresa fará um cadastro voluntário de ex-funcionários para compartilhamento com investidores, parceiros e contatos do setor, com o objetivo de aproximar esses profissionais de vagas no mercado. Os colaboradores que utilizam MacBook fornecido pela empresa poderão ficar com o equipamento ao saírem, medida justificada pela Canva pelo fato de nem todos terem computador pessoal.
Canva Collective Fund: Para quem pretende empreender, a Canva criou o Canva Collective Fund, que concederá bolsas de US$ 10 mil (aproximadamente R$ 54,8 mil) a funcionários desligados interessados em desenvolver projetos próprios, abrir negócios ou iniciativas comunitárias. Os profissionais têm até 14 de dezembro para manifestar interesse. A empresa informou que não exigirá participação acionária nem terá direitos sobre projetos financiados.
Por que a reestruturação: A cofundadora e CEO Melanie Perkins atribuiu as mudanças à desaceleração do crescimento da empresa, registrada pela primeira vez em dez anos, e à necessidade de ajustar a estrutura diante de mudanças tecnológicas e novas demandas de usuários. A companhia informou que avaliou alternativas, mas concluiu que mudanças mais profundas eram necessárias.
Mudanças organizacionais e rotina de trabalho: A reorganização prevê redução de níveis hierárquicos, integração de departamentos e maior autonomia para equipes menores. As áreas de Produto, Crescimento e Plataforma serão reunidas em uma única estrutura, e as equipes de produto serão concentradas em Sydney, na Austrália. A Canva também pretende ampliar o trabalho presencial: a partir de janeiro, a expectativa é que a maioria dos funcionários em regime híbrido trabalhe no escritório de dois a três dias por semana, conforme a região.
A empresa destacou que as mudanças incluem demissões, alterações de função e pedidos de transferência para outras cidades e afirmou que fará o possível para apoiar os profissionais afetados.
Com informações de G1




