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sábado, novembro 7, 2026

Cinco tecnologias da Fórmula 1 que hoje equipam carros de rua

Fórmula 1 como laboratório

A Fórmula 1 funciona como um laboratório de engenharia cujos avanços frequentemente migram para os carros de rua. Em imagens de 6 de março de 2026, o piloto brasileiro Gabriel Bortoleto, da equipe Audi, aparece em treino para o Grande Prêmio da Austrália (foto: Mark Peterson/Reuters). Com base nesses desenvolvimentos, o G1 relaciona cinco tecnologias nascidas nas pistas que já estão presentes em veículos comerciais.

Câmbio com trocas no volante

O uso de borboletas atrás do volante para trocar marchas teve origem na Fórmula 1, como alternativa às transmissões manuais com embreagem que vigoravam até 1989. Em 1990, uma Ferrari projetada pelo engenheiro John Barnard introduziu trocas semiautomáticas no volante, acelerando as mudanças. Em 1997, uma Ferrari de rua já trazia o recurso. Hoje, a função está disponível em modelos mais populares, como o Volkswagen Polo Sense, e aparece em veículos como o Toyota Yaris Cross.

Recuperação de energia (KERS)

O sistema de recuperação de energia cinética, conhecido como KERS, estreou na Fórmula 1 em 2009. Inicialmente, o motor elétrico era acionado de modo a gerar energia que podia ser usada como um impulso extra. Em 2026, cerca de 50% da potência de um carro de Fórmula 1 passa a ser fornecida pelo componente elétrico, que serve tanto para desempenho quanto para reduzir emissões e consumo de combustível. Essa lógica é a base dos sistemas presentes em veículos híbridos e elétricos à venda no Brasil, desde modelos mais acessíveis até os mais caros. Um exemplo citado é o Renault Kwid, considerado o carro elétrico mais barato do país; em condições como descer a serra entre São Paulo e Santos, é possível recuperar mais de 40 km de autonomia apenas com a frenagem regenerativa.

Aerodinâmica ativa

A solução de asas móveis para alterar a aerodinâmica conforme a situação — mais arrasto em curvas e menor resistência em retas — nasceu na pista e hoje aparece em carros de alto desempenho. Marcas e modelos de esportivos, como a Porsche e o Mercedes AMG GT 63 SE com spoiler móvel, já adotaram componentes que se ajustam automaticamente para melhorar estabilidade e eficiência. A tecnologia ainda é mais comum em veículos esportivos do que em modelos populares.

Controle de tração

Desenvolvido nas décadas de 1980 e 1990 para controlar o patinamento das rodas, o controle de tração ganhou destaque em equipes como a Williams da época de Nigel Mansell. Embora o recurso tenha sido banido nas corridas, tornou-se obrigatório em automóveis vendidos no Brasil a partir de 2024, com o objetivo de aumentar a segurança. O sistema age reduzindo a potência quando sensores detectam perda de aderência, melhorando estabilidade em curvas fechadas ou em manobras bruscas, e já está presente até em modelos de entrada como o Renault Kwid.

Telemetria e sensores

A coleta e o monitoramento de dados, essenciais para estratégias de corrida, também se espalharam para carros de rua. Sensores que medem pressão dos pneus, detectam problemas na injeção de combustível, avaliam a eficiência de condução e monitoram o nível do tanque são comuns hoje em muitos modelos. Exemplos citados incluem Hyundai Creta, Chevrolet Tracker, Volkswagen Tera e GWM Tank 300, alguns dos quais permitem o acompanhamento de dados pelo celular via aplicativos. Na Fórmula 1, essas informações são observadas em tempo real em grandes telas para orientar decisões sem precisar recolher o carro aos boxes.

As inovações desenvolvidas nas pistas continuaram a influenciar a indústria automotiva, chegando a veículos de diferentes faixas de preço e funções.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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