Materialismo
Em texto assinado por Mário Ferreira e publicado em 7 de novembro, o autor retoma a definição de materialismo apresentada na Wikipédia: uma corrente filosófica que entende a matéria como a substância fundamental da realidade, explicando fenômenos mentais, sentimentos e estruturas sociais por processos físicos, em oposição ao idealismo e ao espiritualismo.
Ferreira afirma que a sociedade atual vive um período marcado pelo predomínio do materialismo. Segundo ele, o afastamento dos princípios espirituais ocorre em razão da pressa para realizar sonhos e da priorização das necessidades materiais, levando ao esquecimento de Deus e à lembrança do divino apenas em momentos de dificuldade. O autor associa a perda de fé e esperança a uma ruptura com valores ancestrais e observa que muitos justificam a preferência pelo tangível diante do abstrato das questões espirituais.
Ao discutir consequências sociais, Ferreira recorre a uma frase atribuída a Jesus: “O plantio é livre, mas a colheita é obrigatória”, para ilustrar a sensação de distância entre ação e consequência. Ele critica o egoísmo e a indiferença daqueles que, instalados em seu conforto, deixam de perceber a penúria de outros.
O texto também relaciona fatos históricos e atuais: lembra a exploração europeia das riquezas africanas e argumenta que, hoje, as vítimas desse passado tentam buscar abrigo na Europa, muitas vezes arriscando a vida. Ferreira menciona que entre os migrantes há pessoas com intenções variadas e que, diante do fluxo, parte da sociedade anfitriã passa a exigir a expulsão dos recém-chegados, sem distinguir inocentes de culpados.
Além disso, o autor denuncia regimes autoritários e práticas que retiram liberdades, ao mesmo tempo em que afirma que ações de solidariedade seguem operando discretamente para aliviar sofrimentos. Ferreira sustenta que o materialismo mostra sinais de decadência e evoca a promessa religiosa de que “Nenhuma de minhas ovelhas se perderá.”
Com um tom de advertência, o texto conclui reforçando que não se faz apologia da pobreza, mas sim da honestidade, da fraternidade e da solidariedade. Para o autor, a felicidade coletiva dependerá da capacidade de priorizar o todo em vez do eu; lembra ainda, em tom popular, que “caixão não tem gaveta” e alerta para a brevidade da vida e a importância das escolhas.
MÁRIO FERREIRA
Com informações de Gazetadotriangulo




