O Ministério da Saúde oficializou, nesta quinta-feira (26), a inclusão do Teste Rápido de Dengue NS1 na tabela nacional de procedimentos do SUS, medida publicada no Diário Oficial da União. A mudança autoriza a realização do exame em postos de saúde e hospitais da rede pública sem custo para os pacientes.
Como funciona o exame
O teste rápido detecta a proteína NS1 liberada pelo vírus nos primeiros dias de sintomas, diferentemente do exame sorológico comum, que depende da produção de anticorpos e costuma identificar a infecção após cerca de seis dias. A partir de uma pequena amostra de sangue, o resultado fica pronto em poucos minutos, o que facilita a adoção imediata do protocolo de hidratação e o acompanhamento de sinais de gravidade, como a queda de plaquetas.
O procedimento não exige jejum e pode ser solicitado, para pacientes de qualquer idade, por médicos, enfermeiros, biomédicos e técnicos de enfermagem. Apesar de estar disponível gratuitamente pelo SUS, o teste também é comercializado em farmácias privadas por cerca de R$ 40.
O exame rápido, porém, não identifica o sorotipo do vírus nem indica se o paciente já teve dengue anteriormente. As autoridades recomendam que, ao surgirem sintomas como febre alta, dor atrás dos olhos, cansaço extremo ou manchas vermelhas na pele, o paciente procure imediatamente uma unidade de saúde.
Contexto em Minas Gerais
A oferta do teste no SUS ocorre em um momento crítico em Minas Gerais, que registrou 34.730 casos prováveis de dengue e sete óbitos confirmados em 2026. No Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, os dados reforçam a necessidade de vigilância local.
Uberlândia lidera o número de casos no estado, com 2.734 casos prováveis e 2.725 casos confirmados, além de dois óbitos em investigação e uma morte confirmada em fevereiro deste ano. Outras cidades mineiras que ultrapassaram a marca de mil casos prováveis são Belo Horizonte (2.456), Uberaba (1.940), Contagem (1.178) e Araguari (1.083).
Com a inclusão do teste NS1 na tabela do SUS, espera-se ampliar o acesso ao diagnóstico precoce nas unidades públicas de saúde, agilizando a resposta clínica e o monitoramento dos casos.
Com informações de Paranaibamais




