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sexta-feira, outubro 16, 2026

Tribunal de Nova York reverte condenação de US$ 16,1 bilhões contra a Argentina

Um tribunal de apelações em Nova York reverteu, nesta sexta-feira, 27 de março de 2026, a decisão que obrigava a Argentina a pagar US$ 16,1 bilhões (R$ 84,2 bilhões) por conta da nacionalização da petroleira YPF em 2012. A informação consta na decisão judicial obtida pela agência AFP.

A condenação havia sido proferida em 8 de setembro de 2023 pela juíza Loretta Preska, do Tribunal Federal do Distrito Sul de Manhattan. Na sentença daquela data, Preska determinou que a Argentina devia indenizar empresas que, segundo a decisão, teriam sido prejudicadas pela maneira como ocorreu a expropriação da companhia.

O presidente argentino, Javier Milei, comemorou o resultado em publicação na rede social X. “VENCEMOS O PROCESSO DA YPF. O Tribunal acaba de reverter integralmente a sentença contra a Argentina: o melhor cenário possível”, escreveu Milei.

Nacionalização da YPF e a disputa com acionistas minoritários

Em 2012, o governo argentino expropriou 51% das ações da YPF, que na época tinha participação da petroleira espanhola Repsol. Dois anos depois, a Repsol recebeu US$ 5 bilhões (R$ 26 bilhões) para encerrar a disputa com o Estado argentino.

O caso seguido nos Estados Unidos envolveu, no entanto, também acionistas minoritários que não foram contemplados pelo acordo com a espanhola. Entre esses investidores estavam a Petersen Energia e a Eton Park Capital, que juntos detinham 25,4% do capital da YPF. Em 2015, essas empresas ajuizaram ações alegando que a Argentina deveria ter realizado uma oferta pública de aquisição (OPA), mecanismo previsto nas regras da companhia para proteger acionistas ao transferir o controle.

A decisão da corte de apelações de Nova York reverte integralmente a sentença de 2023, livrando a Argentina da obrigação de pagar os US$ 16,1 bilhões determinados anteriormente. O acórdão, segundo a AFP, formaliza a reversão do veredicto que impunha a indenização às empresas acionárias afetadas pela nacionalização.

O processo judicial vinha acompanhando desdobramentos desde a expropriação de 2012 e das negociações e disputas subsequentes envolvendo diferentes grupos de investidores.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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