A Agrion Fertilizantes iniciou a construção de uma nova unidade industrial em Frutal (Triângulo Mineiro) com um aporte de R$ 46 milhões na primeira etapa do projeto. A pedra fundamental foi lançada em 28 de outubro, e a conclusão dessa fase está estimada para junho de 2027.
A fábrica será instalada nas dependências da Cerradão Açúcar, Etanol e Bioenergia e terá área construída de aproximadamente 6,5 mil metros quadrados. A capacidade inicial de produção foi definida em 70 mil toneladas de fertilizantes por ano, com expectativa de gerar cerca de 50 empregos diretos na primeira etapa.
O empreendimento já inclui previsão de ampliação. Na segunda fase, a capacidade poderá alcançar 205 mil toneladas anuais, enquanto o quadro de funcionários previsto subiria para cerca de 90 empregos.
Segundo a empresa, a unidade seguirá o modelo de economia circular adotado pela Agrion: o processo produtivo utilizará resíduos gerados pela cadeia sucroenergética, em particular os provenientes da produção de cana‑de‑açúcar, como parte da matéria‑prima para fabricar fertilizantes organominerais.
O posicionamento da fábrica junto a uma usina sucroenergética busca aproximar a produção de insumos das regiões onde estão disponíveis tanto a matéria‑prima quanto parte da demanda agrícola, reaproveitando resíduos que passam a ter nova destinação econômica.
Ernani Judice, CEO da Agrion, afirmou que o projeto conecta a geração de resíduos pela indústria sucroenergética à necessidade de insumos na agricultura, transformando materiais da própria cadeia em matéria‑prima para nova produção com possibilidade de expansão.
A implantação em Frutal integra o plano de expansão da Agrion, que iniciou sua primeira operação industrial em 2023 e tem firmado parcerias com usinas do setor sucroenergético. A expectativa é que parte da produção atenda à própria cadeia ligada às usinas e que volumes adicionais sejam destinados ao mercado agrícola regional.
Para Frutal, o projeto representa a incorporação de uma nova atividade industrial a uma região já vinculada à produção de cana‑de‑açúcar, ampliando a oferta de insumos e podendo aumentar sua participação no mercado de fertilizantes caso avance para a segunda fase.
Com informações de Uberlandianofoco




