A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta sexta-feira (24) que a bandeira tarifária aplicável às contas de luz em maio será a amarela. A medida implica um acréscimo de R$ 1,88 para cada 100 kWh consumidos, equivalendo a R$ 18,85 por megawatt-hora (MWh) utilizado.
A instituição explicou que o sistema de bandeiras serve para sinalizar ao consumidor os custos efetivos da geração de energia no país: quando a produção fica mais cara, incidentalmente por menor disponibilidade hídrica, há cobrança adicional nas faturas.
Entre janeiro e abril, a Aneel manteve a bandeira na cor verde, em razão de índices considerados satisfatórios nos reservatórios das usinas hidrelétricas. A mudança para a cor amarela foi motivada pela “redução de chuvas na transição do período chuvoso para o seco, o que leva a uma geração hidrelétrica menor e ao acionamento de usinas termelétricas, com custo mais elevado”, registrou a agência.
Ao comunicar a alteração, a Aneel também ressaltou a importância de práticas de consumo consciente. Em nota, a agência afirmou que “os consumidores devem cultivar bons hábitos de consumo para evitar desperdícios e contribuir para a sustentabilidade do setor elétrico.”
Como funciona o sistema de bandeiras
O sistema de cores adotado pela Aneel indica as condições de geração de energia: quando as hidrelétricas operam com menor aporte de água, é necessário acionar usinas termelétricas, que elevam os custos. Para cobrir esses custos, a Aneel pode acionar as bandeiras amarela, vermelha patamar 1 ou vermelha patamar 2, repercutindo em taxas extras nas contas de luz.
Valores por bandeira
- Bandeira verde: sem custo adicional;
- Bandeira amarela: R$ 18,85 por MWh utilizado (R$ 1,88 a cada 100 kWh);
- Bandeira vermelha — patamar 1: R$ 44,63 por MWh utilizado (R$ 4,46 a cada 100 kWh);
- Bandeira vermelha — patamar 2: R$ 78,77 por MWh utilizado (R$ 7,87 a cada 100 kWh).
A definição da bandeira para maio passa a vigorar nas faturas emitidas a partir do próximo ciclo de leitura e será aplicada automaticamente pelas distribuidoras conforme o consumo registrado.
Com informações de G1




