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segunda-feira, setembro 14, 2026

Anvisa adia para sexta-feira análise do recurso da Ypê sobre suspensão de produtos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu adiar, nesta quarta-feira (13), a avaliação do recurso apresentado pela Ypê sobre a suspensão de parte de seus produtos. A diretoria retirou o tema da pauta da reunião e marcou nova análise para sexta-feira (15), mantendo a indefinição sobre a manutenção da medida.

O presidente da Anvisa, Leandro Safatle, explicou que o adiamento ocorre em razão de tratativas técnicas em curso entre a agência e a fabricante. A expectativa é que a empresa entregue, já na quinta-feira (14), um conjunto de ações voltadas à correção das falhas identificadas no processo produtivo.

Inspeção e irregularidades

A inspeção feita em abril detectou 76 irregularidades na unidade industrial da responsável pela marca, com a detecção da bactéria Pseudomonas aeruginosa em mais de dez lotes de produtos. Esses achados motivaram a decisão de suspender itens das linhas da empresa.

Orientação ao consumidor

Enquanto o recurso não é julgado, a Anvisa mantém o alerta para que consumidores evitem usar produtos de lotes com numeração final 1. A orientação permanece em vigor até nova deliberação da diretoria.

A própria empresa informou que está colaborando com a agência reguladora e que mantém a suspensão dos itens afetados enquanto realiza as medidas corretivas. Em nota, a fabricante declarou ter apresentado laudos técnicos, análises de risco e a atualização do plano de ação industrial.

Plano de correções

A Química Amparo, responsável pela marca Ypê, protocolou um plano de contingência contendo 239 ações corretivas. O documento inclui mudanças estruturais na unidade, reforço nos controles de qualidade e ajustes nos processos de produção.

As falhas apontadas vão desde problemas de higiene nas instalações até dificuldades na rastreabilidade dos produtos e no controle de microrganismos. A Anvisa também considerou o histórico recente da empresa, que registrou ocorrências semelhantes em ocasiões anteriores.

Apesar de ter recorrido da suspensão, a empresa optou por manter a fábrica paralisada para acelerar as adequações exigidas, incluindo reformas na unidade e ampliação do atendimento ao consumidor.

A suspensão dos produtos foi determinada no último dia 7, após a agência identificar descumprimentos em etapas críticas da fabricação. Entre os itens afetados estão detergentes, lava-roupas líquidos e desinfetantes de diferentes linhas. O principal risco apontado é a contaminação por microrganismos, sobretudo a bactéria identificada na inspeção, que pode representar perigo a pessoas com baixa imunidade ou com doenças crônicas.

Enquanto a decisão final não for tomada, consumidores que adquiriram produtos dos lotes suspensos podem solicitar troca ou reembolso junto à empresa ou ao estabelecimento onde efetuaram a compra, mediante apresentação do comprovante. A definição da Anvisa nos próximos dias indicará se a suspensão será mantida ou flexibilizada.

Com informações de Paranaibamais

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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