A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu adiar, nesta quarta-feira (13), a avaliação do recurso apresentado pela Ypê sobre a suspensão de parte de seus produtos. A diretoria retirou o tema da pauta da reunião e marcou nova análise para sexta-feira (15), mantendo a indefinição sobre a manutenção da medida.
O presidente da Anvisa, Leandro Safatle, explicou que o adiamento ocorre em razão de tratativas técnicas em curso entre a agência e a fabricante. A expectativa é que a empresa entregue, já na quinta-feira (14), um conjunto de ações voltadas à correção das falhas identificadas no processo produtivo.
Inspeção e irregularidades
A inspeção feita em abril detectou 76 irregularidades na unidade industrial da responsável pela marca, com a detecção da bactéria Pseudomonas aeruginosa em mais de dez lotes de produtos. Esses achados motivaram a decisão de suspender itens das linhas da empresa.
Orientação ao consumidor
Enquanto o recurso não é julgado, a Anvisa mantém o alerta para que consumidores evitem usar produtos de lotes com numeração final 1. A orientação permanece em vigor até nova deliberação da diretoria.
A própria empresa informou que está colaborando com a agência reguladora e que mantém a suspensão dos itens afetados enquanto realiza as medidas corretivas. Em nota, a fabricante declarou ter apresentado laudos técnicos, análises de risco e a atualização do plano de ação industrial.
Plano de correções
A Química Amparo, responsável pela marca Ypê, protocolou um plano de contingência contendo 239 ações corretivas. O documento inclui mudanças estruturais na unidade, reforço nos controles de qualidade e ajustes nos processos de produção.
As falhas apontadas vão desde problemas de higiene nas instalações até dificuldades na rastreabilidade dos produtos e no controle de microrganismos. A Anvisa também considerou o histórico recente da empresa, que registrou ocorrências semelhantes em ocasiões anteriores.
Apesar de ter recorrido da suspensão, a empresa optou por manter a fábrica paralisada para acelerar as adequações exigidas, incluindo reformas na unidade e ampliação do atendimento ao consumidor.
A suspensão dos produtos foi determinada no último dia 7, após a agência identificar descumprimentos em etapas críticas da fabricação. Entre os itens afetados estão detergentes, lava-roupas líquidos e desinfetantes de diferentes linhas. O principal risco apontado é a contaminação por microrganismos, sobretudo a bactéria identificada na inspeção, que pode representar perigo a pessoas com baixa imunidade ou com doenças crônicas.
Enquanto a decisão final não for tomada, consumidores que adquiriram produtos dos lotes suspensos podem solicitar troca ou reembolso junto à empresa ou ao estabelecimento onde efetuaram a compra, mediante apresentação do comprovante. A definição da Anvisa nos próximos dias indicará se a suspensão será mantida ou flexibilizada.
Com informações de Paranaibamais




