A fabricante americana JetZero está desenvolvendo uma nova aeronave, o Z4, cujo desenho integra a fuselagem central às asas em um único componente — configuração conhecida como “blended wing” — e comparada visualmente a uma arraia. A empresa afirma que o projeto poderá reduzir o consumo de combustível entre 30% e 50% em relação a aviões como o Boeing 787, o que tende a diminuir os custos operacionais das companhias aéreas.
A JetZero, com sede na Califórnia, planeja realizar o primeiro voo de um protótipo em escala real em 2027 e prevê iniciar operações comerciais no começo da década de 2030. Em julho, a empresa anunciou um acordo de US$ 3 bilhões com o governo dos Estados Unidos para viabilizar a construção de uma fábrica na Carolina do Norte, destinada a acelerar a produção do Z4.
Design, capacidade e alcance
O Z4 foi projetado para acomodar cerca de 250 passageiros organizados em seis seções na cabine. Cada assento teria acesso a um compartimento de bagagem próprio. Ao invés das tradicionais janelas laterais, os ocupantes teriam telas que reproduziriam imagens externas captadas por câmeras em alta definição. A iluminação natural do ambiente viria de duas claraboias localizadas próximas às primeiras fileiras.
A fabricante diz que a nova configuração elevará a eficiência aerodinâmica e permitirá ao Z4 realizar voos de até 5.000 milhas náuticas, aproximadamente 9.200 km — distância superior à rota entre São Paulo e Madri, que mede cerca de 8.400 km.
Desenvolvimento e apoio da indústria
Para acelerar o desenvolvimento, a JetZero planeja empregar componentes já utilizados em outras aeronaves e previamente aprovados pela Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA). A empresa assinou acordos com companhias aéreas, incluindo um pedido da United Airlines para 200 unidades, e recebe apoio de outras operadoras como Delta e Alaska Airlines.
Críticas e desafios
O projeto é apresentado pela JetZero como uma mudança significativa no design de aviões, potencialmente a maior desde o Concorde, que encerrou operações em 2003.
Com informações de G1




