Presença constante nas mesas de muitos brasileiros durante a Semana Santa, o bacalhau gera dúvidas sobre sua natureza e origem. Para esclarecer se o termo define o peixe ou o tratamento aplicado ao alimento, o G1 reuniu informações sobre as espécies, o processo de conservação e a trajetória do produto até o Brasil.
Quais peixes são chamados bacalhau
A bióloga Amanda Gomes aponta que o nome “bacalhau” pode ser aplicado a duas espécies distintas: Gadus morhua, que habita o Oceano Atlântico, e Gadus macrocephalus, encontrado no Oceano Pacífico. Ambos são vendidos e consumidos sob o mesmo nome comercial.
Características do bacalhau-do-Atlântico
O Gadus morhua, também conhecido como bacalhau-da-Noruega ou bacalhau-do-Atlântico, é o maior entre os dois. A espécie pode atingir cerca de 1,5 metro de comprimento e pesar até 90 kg. Trata-se de um peixe carnívoro que se alimenta de camarões e outros crustáceos. Vive em grandes cardumes e prefere águas frias, em profundidades superiores a 200 metros.
Salga: modo de preparo e conservação
Embora algumas pessoas usem “bacalhau” para se referir ao produto final, o procedimento de preservação é tecnicamente a salga. Esse método — que consiste em desidratar a carne com sal para prolongar sua conservação — tornou-se comum por volta do ano 1000, quando comerciantes europeus começaram a comercializar o pescado em larga escala. A salga permitia transportar o alimento em viagens longas por navio sem que ele se deteriorasse.
Chegada ao Brasil e associação com a Páscoa
O consumo do bacalhau no território brasileiro teve início com a vinda da corte portuguesa no século XIX. Com o passar do tempo, o prato se inseriu nas celebrações religiosas e em datas em que parte da população evita carne vermelha, como a Sexta‑feira Santa, tornando‑se um ingrediente tradicional nessas ocasiões.
O levantamento reúne os principais pontos sobre o que é chamado de bacalhau, sua composição biológica, o método de conservação que o distingue e a origem da prática no Brasil.
Com informações de G1




