Os bacaros — bares tradicionais venezianos — ganham destaque durante a Bienal de Arte de 2026 como pontos de imersão na cultura e na gastronomia locais. Esses estabelecimentos compactos oferecem petiscos típicos e vinhos regionais, servindo como uma forma autêntica de vivenciar a cidade além das galerias e exposições.
Do Mori é citado frequentemente como um dos mais representativos. Em atividade desde 1462, o local é considerado o bacaro mais antigo de Veneza. Instalado em uma rua estreita do bairro de San Polo, nas proximidades do mercado de Rialto, o ambiente mantém elementos tradicionais, como um balcão de madeira escura e um teto decorado com tachos de cobre. A casa preserva o costume de atendimento em pé, sem mesas, o que contribui para uma atmosfera movimentada e cordial.
Petiscos imperdíveis e vinhos da região
Entre os itens recomendados está o francobollo, um minissanduíche que virou referência local. As combinações mais apreciadas incluem baccalà mantecato, camarão com maionese e presunto com queijo. Além dele, os cicchetti — pequenas porções típicas — atraem visitantes; exemplos frequentes são polvo cozido e polpette.
Para acompanhar os petiscos, o Do Mori disponibiliza uma carta com mais de 150 rótulos, em sua maioria oriundos da região do Vêneto. O copo de vinho da casa é vendido por cerca de 3,50 euros, opção que muitos escolhem para brindar durante os dias da Bienal.
O bacaro também preserva traços históricos: conta-se que possuía dois acessos que ligavam vielas paralelas, facto que o tornou um dos locais preferidos por Casanova para sair discretamente. Essa ligação com episódios do passado contribui para o apelo turístico do estabelecimento.
Para quem planeja visitar a Bienal de Arte de 2026, incluir uma rota pelos bacaros é uma alternativa para conhecer a vida cotidiana veneziana. Essas casas proporcionam uma experiência sensorial que combina comida, bebida e memória urbana, e convidam à descoberta de outros bacaros espalhados pela cidade.
Com informações de Uberlandianofoco




