IBC-Br avança 0,2% entre o 1º e o 2º trimestre de 2026, diz Banco Central
O Banco Central divulgou nesta segunda-feira (17) que o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), referência antecipada do Produto Interno Bruto (PIB), registrou alta de 0,2% no segundo trimestre de 2026 em relação ao primeiro trimestre, já com ajuste sazonal.
O resultado indica desaceleração do ritmo de crescimento, ante a expansão de 1,3% verificada no primeiro trimestre de 2026. Trata-se do pior desempenho do indicador desde o terceiro trimestre de 2025, quando o IBC-Br mostrou retração de 0,5%.
Por ramo de atividade, o Banco Central informou variações no período da seguinte forma: agropecuária avançou 0,3%; indústria subiu 0,5%; e serviços recuaram 0,1%.
O BC explicou que o IBC-Br é uma prévia do PIB, calculada a partir de estimativas para agropecuária, indústria, serviços e impostos, mas que não incorpora o lado da demanda, diferente do cálculo oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador é uma das referências usadas pelo Banco Central na definição da taxa básica de juros.
Na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada na semana passada, o BC afirmou que o chamado “hiato do produto” segue positivo, o que, segundo o documento, indica que a economia continua operando acima do seu potencial de crescimento sem pressionar a inflação.
O Banco Central também trouxe números mensais: em junho de 2026, o IBC-Br caiu 0,6% frente a maio, já descontado o efeito sazonal — foi a primeira queda em três meses. Na comparação anual, sem ajuste sazonal, a prévia do PIB ficou 2,0% maior em relação a junho de 2025.
Outros recortes divulgados pelo BC mostram crescimento de 1,5% do IBC-Br na comparação com os três primeiros meses de 2025 e expansão de 1,5% no acumulado em 12 meses até junho — esses últimos dados também foram calculados sem ajuste sazonal.
Em ano eleitoral, medidas adotadas pelo governo para estimular a economia aparecem entre as ações que ajudam a elevar a demanda, como a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil, a liberação do FGTS e linhas de crédito com custo menor. Analistas financeiros projetam desaceleração econômica em 2026, com expansão estimada em cerca de 2%, ante crescimento de 2,3% em 2025.
O resultado oficial do PIB no segundo trimestre de 2026, calculado pelo IBGE, será divulgado em 1º de setembro.
Com informações de G1




