O mercado do boi gordo iniciou a semana com preços estáveis em São Paulo, refletindo uma postura mais cautelosa dos frigoríficos e volume reduzido de negociações. A constatação consta do informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, que aponta esse comportamento como habitual no começo do mês, período em que as indústrias buscam maior visibilidade sobre o escoamento da carne.
Estabilidade de preços e baixa liquidez
A movimentação no mercado foi contida, com compradores do setor frigorífico adotando um ritmo conservador nas aquisições. As escalas de abate permaneceram em média de sete dias, nível que indica suprimento confortável para a indústria no curto prazo. No mercado futuro, a liquidação do contrato do boi gordo com vencimento em maio de 2026 chamou atenção: o contrato encerrou cotado a R$ 348,18 por arroba, enquanto o indicador do Cepea ficou em R$ 348,25 por arroba, apontando pequena diferença entre as referências.
Ajustes de preços no atacado
No atacado, após semanas de estabilidade, houve altas discretas em alguns cortes. A carcaça casada do boi capão subiu 0,4%, e o boi inteiro valorizou 1,8%. Entre as fêmeas, a carcaça da vaca casada avançou 1,2% e a carcaça da novilha registrou alta de 1,1%. Esses movimentos indicam uma retomada parcial da dinâmica de vendas no segmento atacadista.
Concorrência entre proteínas
Em contraponto, proteínas alternativas apresentaram recuo de preços: o frango médio teve queda de 3,9% e o suíno especial recuou 2,2%. A diferença de comportamento entre as proteínas pode influenciar a competitividade da carne bovina nas próximas negociações.
As expectativas dos agentes do mercado apontam para uma melhora gradual nas negociações nos próximos dias, com possibilidade de incremento no escoamento interno. O comportamento do consumo e a reposição entre atacado e varejo deverão ser determinantes para os desdobramentos do mercado pecuário e para a renda dos produtores na região.
Com informações de Uberlandianofoco




