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terça-feira, outubro 13, 2026

Bolsas caem com força e petróleo dispara em meio à escalada da guerra no Oriente Médio

Mercados globais registram perdas e petróleo sobe com avanço do conflito

As principais bolsas do mundo registraram recuos acentuados nesta segunda-feira (9), enquanto os preços do petróleo apresentaram forte valorização diante da intensificação da guerra no Oriente Médio, que já entra na segunda semana sem sinais de trégua.

O movimento de aversão ao risco levou a quedas generalizadas na Ásia e na Europa. A Bolsa de Seul, que havia se destacado recentemente por ações de tecnologia, fechou em baixa de 5,96%. Tóquio recuou 5,2%. Em Paris, o índice caía 2,59%; Frankfurt, 2,47%; Madri, 2,87%; Milão, 2,71%; e Londres, 1,57%. Também houve perdas em Hong Kong, Xangai, Taipei, Sydney, Singapura, Manila e Wellington. Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street fecharam a semana passada com queda de mais de 2%.

O dólar se beneficiou do caráter de ativo refúgio e recuperou parte de seu valor, enquanto investidores passaram a precificar um maior impacto da guerra sobre a economia global.

HORÁRIO: 6h30 (Brasília UTC-3)

Às 6h30 (Brasília UTC-3), o petróleo foi o mercado mais afetado pela crise. O barril de West Texas Intermediate (WTI), referência dos EUA, avançava 15,51%, cotado a US$ 104,96, após atingir alta de 30% a US$ 119,48 por barril em momentos anteriores. O Brent do Mar do Norte subia 17,42%, a US$ 108,82 por barril, depois de também alcançar patamar acima de US$ 119.

Os contratos futuros de gás TTF na Holanda, referência europeia, registraram alta de 30%, negociados a 69,50 euros (quase US$ 80).

O aumento dos preços ocorre em meio a ataques recentes a instalações de petróleo: campos no sul do Iraque e na região autônoma curda do norte do país sofreram ofensivas que levaram a cortes na produção. Houve também redução na produção nos Emirados Árabes Unidos e no Kuwait após ataques relacionados ao conflito. Imagens e relatos indicaram ainda um ataque a uma refinaria em Teerã e uma ofensiva contra a refinaria da Bapco em Sitra, no Bahrein.

O tráfego pelo Estreito de Ormuz, canal por onde transitam cerca de 20% do petróleo e do gás consumidos globalmente, está suspenso desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, o que alimenta preocupações com oferta e pressiona preços.

Diante da escalada, integrantes do G7 avaliam recorrer de forma coordenada às reservas estratégicas de petróleo para tentar conter a alta dos preços. Uma fonte do governo francês confirmou que a medida será pauta de videoconferência entre ministros das Finanças. A Agência Internacional de Energia exige que seus membros mantenham estoques equivalentes a 90 dias de importações.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou o impacto do aumento nos preços do petróleo, ao defender ações contra o Irã em postagem na plataforma Truth Social: “O aumento de curto prazo dos preços do petróleo, que cairão rapidamente quando terminar a destruição da ameaça nuclear do Irã, é um preço muito pequeno a pagar pela segurança e pela paz dos Estados Unidos e do mundo”, acrescentando: “APENAS OS TOLOS PENSARIAM O CONTRÁRIO!”

Analistas alertaram para efeitos mais amplos sobre a cadeia produtiva e a economia global caso os preços de energia se mantenham elevados por período prolongado.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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