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segunda-feira, outubro 26, 2026

Brasil fica em segundo do “grupo C” da educação atrás da Escócia, mostram indicadores

Após o empate da seleção brasileira com o Marrocos em 13 de junho, o Brasil ainda busca a primeira vitória na Copa do Mundo de 2026 para assumir a liderança do grupo C. Em termos educacionais, porém, o país aparece em segundo lugar entre os integrantes da chave — atrás da Escócia e à frente de Marrocos e Haiti — quando se comparam indicadores como desenvolvimento humano, anos médios de estudo, desempenho em matemática, taxa de alfabetização e gastos públicos com educação.

Desenvolvimento humano e tempo de escolaridade

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) coloca a Escócia como a mais bem posicionada do grupo, com 0,946. O Brasil tem IDH de 0,786; o Marrocos, 0,710; e o Haiti, 0,554. Em paralelo, a média de anos de escolaridade segue padrão semelhante: no Reino Unido, incluindo a Escócia, a população estuda em média 13,5 anos; no Haiti, esse número cai para cerca de 5,4 anos.

Para especialistas consultados, o baixo IDH do Haiti reflete dificuldades socioeconômicas que se traduzem em menor escolaridade média, expectativa de vida reduzida e acesso mais restrito a serviços públicos e oportunidades econômicas.

Desempenho em matemática

Dados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) 2022 evidenciam uma diferença grande entre Brasil e Escócia no domínio da matemática. No Brasil, 73% dos estudantes de 15 anos não atingiram o nível 2 de proficiência em matemática — o patamar considerado básico para resolver problemas simples. No Marrocos, 82% dos alunos ficaram abaixo desse nível; na Escócia, apenas 24% não alcançaram o nível 2. O Haiti não participa do Pisa, mas indicadores disponíveis apontam desafios significativos no sistema educacional do país.

Alfabetização

Em taxa de alfabetização, o Brasil registra cerca de 95%, aproximando-se da Escócia/Reino Unido, onde dados nacionais indicam uma taxa próxima de 99% (valor não medido pelo Banco Mundial). Marrocos e Haiti apresentam taxas muito menores, na ordem de 65%, o que ilustra diferentes graus de universalização do ensino básico entre as nações do grupo.

Gasto com educação

Em relação ao percentual do Produto Interno Bruto (PIB) destinado à educação, o Marrocos destina aproximadamente 6% do PIB, cerca de 0,1 ponto percentual a mais que a Escócia. O Brasil investe 5,6% do PIB em educação. Especialistas destacam, porém, que percentuais semelhantes não resultam necessariamente em recursos equivalentes por aluno, já que o PIB per capita e a base econômica variam entre os países. O Haiti é o que menos destina à educação no grupo, com cerca de 1% do PIB.

Os números mostram que, embora o Brasil não supere a Escócia nos principais indicadores analisados, sua posição é superior à de Marrocos e Haiti em grande parte dos critérios avaliados.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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