HORÁRIO: 21h30 (Brasília UTC-3)
A Seleção Brasileira chega à Copa do Mundo de 2026 com a chance de conquistar o sexto título mundial — e com a mesma probabilidade de completar uma sequência de seis edições sem levantar a taça. Campeã em 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002, a equipe comandada por Carlo Ancelotti tenta encerrar um jejum que já dura desde o pentacampeonato na Coreia do Sul e Japão, em 2002.
Quem, o que, quando e onde
O Brasil integra o Grupo C e fará três partidas na fase inicial do Mundial, com os seguintes confrontos e horários (horário de Brasília):
- Brasil x Marrocos — 13 de junho (sábado), 19h, MetLife Stadium, Nova Jersey (EUA)
- Brasil x Haiti — 19 de junho (sexta-feira), 21h30 (Brasília UTC-3), Lincoln Financial Field, Filadélfia (EUA)
- Escócia x Brasil — 24 de junho (quarta-feira), 19h, Hard Rock Stadium, Miami (EUA)
Caso avance em primeiro lugar do Grupo C, o calendário das fases eliminatórias prevê jogo na segunda fase em 29 de junho, oitavas em 5 de julho, quartas em 11 de julho, semifinal em 15 de julho e a final em 19 de julho.
Contexto histórico e coincidência
Desde a conquista do penta em 2002, o Brasil foi eliminado nas edições de 2006, 2010, 2014, 2018 e 2022. Assim, a participação em 2026 representará a sexta Copa consecutiva sem título, caso a equipe não vença o torneio. Se conquistar o torneio, o país celebrará a sexta estrela no uniforme.
O jornalista Vitor Albergaria destaca que grandes campanhas brasileiras em Mundiais surgiram mesmo quando a seleção não partia como favorita. Ele lembra, por exemplo, que a equipe de 1958 carregava o trauma do Maracanazo e que o time de 1970 convivia com críticas, mas acabou sendo reconhecido por sua qualidade ofensiva. “O time de 1970 é, sem dúvidas, o maior conjunto de jogadores da história das Copas. Mesmo cercado por dúvidas, especialmente na defesa, encantou o mundo do meio para frente”, afirmou Albergaria.
Figuras e partidas marcantes
Albergaria cita Pelé, Romário e Ronaldo Fenômeno como representantes de gerações diferentes que ajudaram o Brasil a se firmar como referência mundial: Pelé nas conquistas de 1958, 1962 e 1970; Romário no tetracampeonato de 1994; e Ronaldo no penta de 2002. Entre as partidas históricas, ele aponta a final de 1970, quando o Brasil venceu a Itália por 4 a 1, como a maior síntese do futebol brasileiro em Copas.
Rivais e panorama para 2026
Além da atenção ao desempenho da seleção, Albergaria recomenda observar outras potências: a Alemanha surge com uma nova geração encabeçada por Jamal Musiala, Florian Wirtz e Kai Havertz, enquanto a Itália ficou de fora da edição de 2026. Para o jornalista, a ausência de um favorito claro amplia o equilíbrio da competição e mantém a possibilidade de surpresas.
Se o Brasil vencer, encerrará uma espera de 24 anos; se não, a coincidência de um “hexa” em sentido contrário seguirá alimentando debates entre torcedores. A expectativa é que, em 2026, a seleção busque transformar essa coincidência em festa com uma nova estrela no peito.
Com informações de Paranaibamais




