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segunda-feira, outubro 26, 2026

Brasil registra 4,8 milhões de pedidos de primeira CNH entre janeiro e abril de 2026, quatro vezes mais que em 2025

Alta expressiva nos requerimentos e no movimento para tirar a CNH

Entre janeiro e abril de 2026, foram protocolados 4.834.308 pedidos de primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) no Brasil, número quatro vezes superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 1.119.321 requerimentos. Os dados foram divulgados pelo Ministério dos Transportes.

O primeiro quadrimestre de 2026 também teve crescimento em outras etapas do processo de habilitação. Os cursos teóricos somaram 2.546.124 registros, um aumento de 170% ante os pouco mais de 942 mil cursos registrados em 2025. Os exames teóricos passaram para 1.116.302 provas aplicadas, alta de 28% em comparação com o ano anterior.

As atividades práticas apresentaram desempenho recorde para o período: 1.860.129 cursos práticos, 28% a mais do que o observado em 2025, e 1.763.747 exames práticos, crescimento de 21% na comparação anual.

A emissão de CNHs atingiu 858.896 carteiras no período, o segundo maior resultado desde 1997, ano da adoção do Código Brasileiro de Trânsito. Entre janeiro e abril de 2025, foram emitidas 824 mil carteiras; o recorde para o primeiro quadrimestre é de 2014, com 873 mil emissões.

Os exames médicos e psicológicos, obrigatórios por lei, acompanharam a alta da demanda: foram 2.353.329 procedimentos realizados nos quatro primeiros meses de 2026, ante mais de 2,2 milhões no mesmo intervalo de 2025. O programa CNH do Brasil estabeleceu teto de R$ 180 para os preços desses exames.

Uma das mudanças que alteraram o custo e a rotina para obter a habilitação entrou em vigor em dezembro de 2025: o fim da exigência de curso teórico presencial obrigatório em autoescolas. Segundo o Ministério dos Transportes, a medida gerou uma economia total de R$ 1.840.397.022,58. Em estados como Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, o custo do curso teórico em autoescolas chegava a cerca de R$ 1 mil. Antes das mudanças, o ministério informou que as aulas teóricas e práticas podiam custar entre R$ 3 mil e R$ 5 mil.

De acordo com o ministério, 55% da economia nacional gerada pela medida concentrou-se em seis das 27 unidades federativas.

O aplicativo CNH do Brasil recebeu novas funcionalidades anunciadas no começo de maio pelo ministro dos Transportes, George Santoro. O app passou a listar instrutores habilitados e autoescolas, com filtros por geolocalização, CEP ou endereço, e permite avaliações de zero a cinco estrelas. Instrutores contam com uma Credencial do Instrutor de Trânsito visível no aplicativo; a habilitação dos profissionais continua sob responsabilidade dos Detrans estaduais.

As aulas cadastradas na plataforma geram certificado para o aluno, e os registros são enviados imediatamente ao Registro Nacional de Condutores Habilitados (Renach), com comunicação automática aos Detrans. Segundo o ministério, existem atualmente 170 mil instrutores habilitados no país, e cerca de 7% das aulas práticas são ministradas por profissionais autônomos.

Em outro movimento local, o Detran do Ceará deixou de exigir prova de baliza nos exames práticos.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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