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segunda-feira, outubro 26, 2026

Brasil tem 8,4 milhões de analfabetos em 2025, menor número desde 2016, diz IBGE

O Brasil registrou 8,4 milhões de pessoas com 15 anos ou mais que não sabiam ler e escrever em 2025, informou a PNAD Contínua Educação divulgada pelo IBGE nesta sexta-feira (19). A taxa de analfabetismo ficou em 4,9%, a menor desde o início da série histórica em 2016 e a primeira vez em que o índice caiu abaixo de 5%. Em 2024, a taxa havia sido de 5,3%.

O recuo equivale a uma redução de cerca de 592 mil pessoas analfabetas em um ano. Em 2016, o percentual era de 6,7%.

Desigualdades regionais, etárias e raciais

As desigualdades continuam marcadas por região, idade e raça. Mais da metade dos analfabetos estão no Nordeste: 4,8 milhões de pessoas, correspondendo a 57,4% do total, com taxa regional de 10,6%, mais que o dobro da média nacional. No Norte, a taxa foi de 5,7%. As menores taxas foram registradas no Sul (2,4%) e no Sudeste (2,3%), enquanto o Centro-Oeste teve 3,3%.

Por faixa etária, o analfabetismo permanece concentrado entre idosos. Em 2025, pessoas com 60 anos ou mais representavam 58% dos analfabetos, totalizando 4,8 milhões, e apresentavam taxa de 13,8%. Entre aqueles de 15 a 59 anos, a taxa foi de 2,6%.

Pela primeira vez na série, a PNAD registrou que, entre os idosos, a taxa de analfabetismo das mulheres (13,7%) ficou ligeiramente abaixo da dos homens (14,1%).

Os recortes por cor ou raça mostram disparidades expressivas: entre pessoas de 15 anos ou mais, 2,8% dos brancos eram analfabetos em 2025, contra 6,5% dos pretos ou pardos. Na população com 60 anos ou mais, a diferença foi maior — 7,3% entre brancos e 20,6% entre pretos ou pardos.

Escolaridade e outros indicadores

A PNAD também registrou avanço na escolaridade da população adulta. Pela primeira vez, mais da metade das pessoas pretas ou pardas com 25 anos ou mais concluiu ao menos o ensino médio, com 51,3% em 2025. Entre as pessoas brancas, a proporção foi de 64,9%. No total da população com 25 anos ou mais, 57,4% haviam concluído a educação básica obrigatória, ante 46% em 2016. A proporção com ensino superior completo alcançou 21,4%.

Outros dados incluídos na pesquisa: a média de anos de estudo da população com 25 anos ou mais subiu para 10,2 anos em 2025 (era 9,1 anos em 2016); mulheres tiveram média de 10,4 anos e homens 10,0 anos; brancos, 11,1 anos, e pretos ou pardos, 9,5 anos. Entre crianças de 0 a 3 anos, 41,7% frequentavam escola ou creche, abaixo da meta do Plano Nacional de Educação de 50% até 2024.

No Norte, 35,2% dos bebês de 0 a 1 ano e 44,5% das crianças de 2 a 3 anos estavam fora da creche por falta de unidade, de vaga ou por não aceitação da matrícula devido à idade. Entre crianças de 6 a 14 anos, 96,1% estavam na etapa ideal do ensino fundamental, atingindo a meta do PNE, embora sem retorno ao nível anterior à pandemia.

No ensino médio, a frequência líquida entre jovens de 15 a 17 anos foi menor entre os homens (77,4%) do que entre as mulheres (84%), e menor entre pretos ou pardos (77,8%) do que entre brancos (84,9%). O abandono escolar concentrou-se a partir dos 16 anos: 18,5% aos 16 anos, 20% aos 17 anos e 17,6% aos 18 anos. Entre jovens de 14 a 29 anos que não concluíram o ensino médio, um em cada quatro disse não ter interesse em estudar. Entre as mulheres, os principais motivos para deixar a escola foram trabalho (26,2%) e gravidez (24,7%).

Houve queda no grupo de jovens de 15 a 29 anos que não trabalhavam, não estudavam e não faziam curso de qualificação profissional. Em 2025, havia 46,6 milhões de pessoas nessa faixa etária e 17,5% estavam nessa condição, ante 22,4% em 2019. Em números absolutos, o total caiu de 11 milhões em 2019 para 8,2 milhões em 2025; em relação a 2024 (8,6 milhões), a redução foi de 4,8%.

As diferenças por gênero e raça persistem: entre mulheres jovens, 22,8% não estavam ocupadas nem estudavam ou se qualificavam, contra 12,4% entre homens; entre pretos ou pardos, 19,8% estavam nessa condição, diante de 14% dos jovens brancos. Em 2025, 24,8 milhões de pessoas com 14 anos ou mais frequentavam cursos de qualificação profissional, equivalente a 14,2% da população nessa faixa etária.

Fim da notícia.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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