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domingo, outubro 11, 2026

BRB planeja emitir até 1,67 bilhão de ações para reforçar capital e estuda garantia com imóveis do GDF

TRANSMISSÃO: Band

O Banco de Brasília (BRB) anunciou a intenção de lançar até 1,67 bilhão de ações ordinárias nas próximas semanas com o objetivo de captar recursos no mercado e fortalecer seu patrimônio. A operação, prevista em proposta que será submetida à Assembleia Geral Extraordinária de acionistas marcada para 16 de março, pode elevar o capital social da instituição entre R$ 529 milhões e R$ 8,86 bilhões.

Atualmente, o capital social do BRB é de R$ 2,34 bilhões. Caso a captação atinja o valor máximo estimado, o montante total do capital social passaria a R$ 11,2 bilhões — quase quatro vezes o valor atual. A aprovação do plano depende do voto dos investidores, incluindo o governo do Distrito Federal, controlador do banco, que detém 71,92% do capital.

Paralelamente à emissão de ações, o GDF propõe aportar patrimônio ao BRB por meio da entrega de nove imóveis públicos de grande porte, que poderiam ser vendidos ou oferecidos como garantia para um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões. A transferência desses bens ainda precisa ser aprovada pela Câmara Legislativa do Distrito Federal e tem enfrentado resistência tanto da oposição quanto de aliados do governador Ibaneis Rocha (MDB).

Entre os imóveis listados pelo governo estão lotes no SIA — Trecho Serviço Público (Lotes F, G, I, H, C e B), sendo que alguns pertencem à Caesb, à CEB e à Novacap — além do Centro Metropolitano, Quadra 03, Conjunto A, Lote 01, em Taguatinga, sede do Centro Administrativo do DF atualmente abandonada, e da “Gleba A” de 716 hectares pertencente à Terracap.

O BRB citou, em um plano descrito como “preventivo” e entregue ao Banco Central há cerca de duas semanas, a possibilidade de contrair um empréstimo com garantia desses imóveis — inclusive perante o Fundo Garantidor de Crédito — para tornar a captação de recursos mais vantajosa, com juros menores, e fortalecer o balanço patrimonial. A medida visa evitar abalos de confiança no mercado após operações mal-sucedidas relacionadas à compra do Banco Master nos últimos anos.

O banco informou que aguarda a aprovação do projeto de socorro em até três semanas. Caso a instituição ou o governo não consigam honrar um eventual empréstimo, os imóveis oferecidos como garantia poderão ser alienados para cumprir os compromissos financeiros.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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