O grupo Casas Bahia informou que entrou com pedido de recuperação judicial no Juízo de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo. A empresa comunicou o protocolo na noite de domingo (16), apontando a deterioração de suas condições financeiras como motivação para a medida.
Em comunicado, o grupo afirmou que enfrenta um ambiente macroeconômico desafiador, com patamares elevados de taxas de juros, restrição de crédito, aumento do custo financeiro e pressão sobre o consumo e o capital de giro. Essas dificuldades, segundo a empresa, foram agravadas pela frustração de iniciativas de captação, após a desistência do investidor-âncora com quem mantinha negociações.
O pedido de recuperação judicial abrange, além da controladora, algumas de suas filiais, conforme informado pela companhia. A Casas Bahia declarou que, diante da liquidez restrita, o ajuizamento do pedido se mostra necessário e representa mais um passo para a reestruturação financeira da empresa.
Também no domingo, o grupo divulgou resultado do segundo trimestre com prejuízo superior a R$ 10 bilhões. A companhia atribuiu parte do impacto a um plano de redimensionamento de sua operação, que incluiu o fechamento de 298 lojas.
Imagens divulgadas junto à nota mostram uma loja das Casas Bahia em shopping de São José dos Campos que foi fechada; a foto é de Sarah Brito/g1.
O comunicado não detalhou prazos ou o escopo completo do plano de recuperação judicial, limitando-se a indicar que a medida busca preservar a continuidade das operações enquanto são avaliadas as alternativas de reestruturação.
A entrada com o pedido marca um movimento formal para negociações com credores e agentes financeiros, seguindo o rito previsto na legislação para empresas em dificuldades econômicas.
A companhia informou que seguirá fornecendo atualizações sobre os próximos passos conforme o processo avance no Judiciário.
Com informações de G1




