A cesta básica ficou mais cara em todas as capitais brasileiras e no Distrito Federal durante o mês de março, segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A análise foi divulgada nesta quarta-feira (8).
Em Belo Horizonte (MG), o custo da cesta atingiu R$ 784,32 em março, colocando a capital na 8ª posição do ranking da pesquisa. O aumento em relação a fevereiro foi de 6,44%. São Paulo (SP) registrou o maior valor entre as capitais, com a cesta saindo por R$ 883,94. Já Aracaju (SE) apresentou o menor custo, com R$ 598,45.
O Dieese aponta o feijão como um dos principais responsáveis pela alta geral: o preço do produto subiu em todas as cidades avaliadas, afetado por restrição na oferta motivada por dificuldades na colheita. Outros itens que também pressionaram o custo da cesta foram o tomate, a carne bovina de primeira e o leite integral.
Nas regiões do Centro-Sul, houve elevação nos preços da batata. As variações citadas pela pesquisa vão de 5,54% em Belo Horizonte até 22,24% em Vitória (ES). O Dieese atribui parte desse aumento às chuvas que prejudicaram a colheita e reduziram a oferta do tubérculo.
Além das mudanças nos preços dos alimentos, a pesquisa traz dados sobre o tempo necessário para adquirir os produtos que compõem a cesta. Em média, nas 27 capitais, foram precisas 97 horas e 55 minutos para arrecadar o valor total da cesta, acima das 93 horas e 53 minutos registradas em fevereiro.
O levantamento do Dieese acompanha mensalmente a composição e os preços da cesta básica nas capitais, permitindo comparar impactos setoriais e regionais sobre o custo dos alimentos.
Com informações de Paranaibamais




