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domingo, novembro 8, 2026

China lidera mercado de robôs humanoides enquanto EUA impõem restrições a importações

Unitree abre inscrições para IPO e China amplia vantagem global

A fabricante chinesa Unitree Robotics iniciou na segunda-feira (10) as inscrições para sua oferta pública inicial na Bolsa de Valores de Xangai, em uma operação que pode elevar o valor de mercado da empresa para mais de 50 bilhões de yuans (R$ 37,7 bilhões). A companhia se destacou por produzir robôs humanoides e quadrúpedes tecnologicamente avançados a preços competitivos, fator que ajudou a impulsionar a posição da China no mercado internacional.

O movimento da Unitree ocorre logo após a decisão dos Estados Unidos, divulgada no fim de julho, de proibir a entrada no país de novos robôs humanoides e quadrúpedes fabricados no exterior. A medida foi justificada por autoridades americanas como resposta a riscos considerados inaceitáveis à segurança nacional e tem sido interpretada por analistas como um reflexo do receio de que a liderança tecnológica dos EUA possa ser questionada por avanços chineses.

Dados do banco britânico Barclays indicam que, em 2025, a China representou 85% dos usos de robôs humanoides globalmente. Autoridades americanas afirmam que esses robôs podem coletar informações de localização e dados pessoais, ser controlados remotamente e oferecer risco a infraestruturas críticas. A Comissão Federal de Comunicações (FCC) justificou a restrição citando a possibilidade de exploração de dados por agentes mal-intencionados, vigilância de cidadãos americanos, ampliação de capacidades de serviços de inteligência estrangeiros e controle remoto das máquinas.

Em junho, o Pentágono já havia incluído a Unitree e outras grandes empresas chinesas em uma lista de companhias com supostos vínculos às Forças Armadas chinesas; robôs da Unitree chegaram a ser usados em exercícios militares. Pesquisadores também demonstraram falhas na segurança de modelos da Unitree que permitiriam a invasores assumir o controle por meio de comandos de voz e, a partir daí, manipular outros robôs.

Em termos de volume, a China vendeu quase 11,6 mil robôs humanoides em 2025, enquanto fabricantes americanas comercializaram apenas algumas centenas de unidades no mesmo período. A Omdia aponta que seis empresas chinesas figuram entre as dez maiores do setor. Em março, o Bank of America projetou cerca de 90 mil unidades embarcadas até o fim deste ano.

Especialistas ressaltam distinções tecnológicas: os EUA seriam mais fortes no desenvolvimento do “cérebro” dos robôs, com IA avançada, enquanto a China domina a produção em massa de unidades mais baratas e atuadores de alto desempenho. O governo de Donald Trump vê na restrição uma forma de proteger a indústria americana — incluindo empresas como Figure AI, Tesla Optimus e Agility Robotics — frente à concorrência chinesa.

Estimativas de mercado variam, mas o Barclays calcula o setor atualmente entre US$ 2 bilhões e US$ 3 bilhões, com potencial para atingir US$ 200 bilhões até 2035 no cenário mais otimista. Elon Musk chegou a projetar vendas de longo prazo para o Optimus que poderiam chegar a US$ 10 trilhões, prevendo redução substancial nos preços por unidade com a produção em escala. No curto prazo, espera-se que os humanoides assumam tarefas repetitivas e fisicamente exigentes em fábricas e centros de armazenamento, com possível expansão futura para saúde, assistência a idosos e serviços domésticos.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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