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quarta-feira, outubro 28, 2026

Coca-Cola nega redução permanente de garrafas de 2 litros no Brasil; ajuste é estratégia global, não ação por governo

Coca-Cola diz que não vai eliminar garrafa de 2 litros no Brasil e atribui mudança a estratégia global

Circulam nas redes sociais publicações que atribuem ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva a decisão da Coca-Cola de reduzir o volume de embalagens no Brasil. As postagens afirmam, por exemplo, que a garrafa de 2 litros seria reduzida para 1,25 litro para “ajustar” o produto ao menor poder de compra dos brasileiros. A empresa classificou essas alegações como falsas.

Procurada pela equipe do Fato ou Fake, a assessoria de imprensa da Coca-Cola afirmou que não haverá fim da garrafa de 2 litros nem suspensão das operações no país. Segundo a companhia, o que ocorre é um ajuste na estratégia global de embalagens, que busca oferecer um portfólio mais amplo e opções para diferentes faixas de preço e ocasiões de consumo.

As publicações que viralizaram aparecem em plataformas como X, Threads e Instagram e trazem mensagens que relacionam a suposta redução de tamanho ao governo federal, alegando que o consumidor brasileiro pagará o mesmo por menos produto. A empresa negou essa vinculação ao cenário político nacional.

Em entrevista ao jornal The Wall Street Journal, o executivo Henrique Braun — que assumiu em março o cargo de presidente global da Coca-Cola — informou que a companhia pretende levar embalagens menores às prateleiras em alguns mercados para sustentar vendas diante de inflação e queda do poder de compra, especialmente nos Estados Unidos. A embalagem de 1,25 litro citada em algumas postagens será oferecida em mercados como o americano, mas, segundo a Coca-Cola, não há previsão de lançamento desse formato no Brasil.

Em 3 de abril, a Coca-Cola divulgou resultados financeiros trimestrais superiores às expectativas para o início de 2026. Na divisão da América do Sul, que inclui o Brasil, o volume de vendas subiu 3,6% e a receita foi de cerca de US$ 1,2 bilhão, alta de 5% em relação ao ano anterior.

Sobre o portfólio disponível no mercado brasileiro, a empresa listou as embalagens atualmente comercializadas: garrafas de vidro retornáveis de 200 mL, 290 mL e 1 L; garrafa de vidro não retornável de 250 mL; garrafas PET de 200 mL, 500 mL e 600 mL (com variação regional) e de 1 L, 1,5 L, 2 L, 2,25 L, 2,5 L e 3 L; PET retornável de 2 L e 1 L em regiões pontuais; além de latas de 220 mL, 310 mL e 350 mL. A empresa afirmou ainda que a embalagem de 1,25 litro já fez parte do portfólio por volta de 2010 em regiões pontuais, mas foi descontinuada por decisão operacional e não tem previsão de retorno no Brasil.

As declarações oficiais da Coca-Cola, portanto, desmentem a associação entre eventual ajuste de embalagens e a gestão do governo federal, situando a mudança como parte de uma estratégia global da companhia.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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