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domingo, outubro 25, 2026

Colegas de trabalho com a mesma tatuagem descobriram que eram irmãs biológicas

Duas mulheres que se tornaram amigas ao trabalhar no mesmo bar perceberam que tinham mais em comum do que a tatuagem da bandeira da República Dominicana: eram irmãs biológicas.

Cassandra Madison e Julia Tinetti cresceram nos anos 1990 em Connecticut, nos Estados Unidos, a cerca de 15 minutos de distância uma da outra, mas não se conheceram na infância. Ambas foram adotadas ainda bebês na República Dominicana. Madison tatuou a bandeira dominicana no braço aos 19 anos como lembrança de suas origens; cinco anos depois, aos 24, começou a trabalhar como garçonete, onde conheceu Tinetti, que também tinha a bandeira tatuada — nas costas — feita quando ela tinha 22 anos.

Ao descobrir que as duas haviam sido adotadas, surgiram suposições e brincadeiras sobre semelhança física. As primeiras tentativas de confirmar parentesco por meio de documentos de adoção não apontaram ligação: os papéis indicavam locais de nascimento diferentes e mães biológicas com sobrenomes distintos.

Com o tempo, as amigas seguiram caminhos distintos — Tinetti permaneceu em Connecticut e Madison mudou-se para a Virgínia — e a relação esfriou. Anos depois, Madison ganhou um kit de teste genético de Natal e, por meio dele, localizou uma prima que informou que sua mãe biológica havia morrido em 2015. A partir dessa familiar, Madison conseguiu contatar o pai biológico, Adriano Luna Collado, que relatou que a família vivia em extrema pobreza quando ela nasceu e que os pais decidiram entregá-la para adoção. A prima também ajudou Madison a localizar outros parentes.

Após viajar à República Dominicana e ser recebida por familiares que usavam camisetas com fotos suas, Madison voltou aos EUA e recebeu uma ligação de Molly, amiga de infância de Tinetti. Molly acreditava que Madison e Tinetti eram irmãs porque constava o mesmo nome de mãe nas certidões — informação que, em checagens anteriores, havia levado a confusão: testes de DNA mostraram que Molly era apenas uma prima distante e que o nome estava incorreto nas certidões. Molly, porém, tinha uma foto da mãe biológica de Madison que, segundo ela, era idêntica a Tinetti, e insistiu na possibilidade de parentesco.

Após saber por Collado que outro bebê fora entregue para adoção, Madison comprou um novo kit de teste genético, dirigiu por oito horas em meio a uma tempestade de neve até a cidade onde Tinetti morava e fez o exame. A espera pelos resultados durou duas semanas e meia e deixou as duas angustiadas. Quando o resultado saiu, confirmou-se que Madison e Tinetti eram irmãs.

A descoberta levou as irmãs a organizarem uma viagem conjunta à República Dominicana. No reencontro no aeroporto, a família as recebeu novamente com camisetas com fotos e mensagens de boas-vindas; o pai biológico, Collado, abraçou Tinetti e a chamou de “Mi hija”. Segundo Collado, reencontrar as filhas foi o maior presente que poderia receber, e a chegada das irmãs foi marcada por alegria, música e dança.

A história foi relatada com base em um episódio do programa Outlook, do BBC World Service.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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