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domingo, outubro 25, 2026

Como a USP em Piracicaba calcula o principal indicador do preço comercial do café no Brasil

TRANSMISSÃO: Record

Na manhã do Dia Mundial do Café, terça-feira (14), a equipe da Esalq-USP em Piracicaba explicou a metodologia usada para levantar o preço comercial do café que serve como referência para o mercado brasileiro. O indicador da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP) é considerado a principal referência do país e é atualizado diariamente.

O levantamento é feito pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O analista Victor Hugo Abreu inicia o dia telefonando para cooperativas de todo o País para colher os valores praticados na compra das sacas pelos produtores. O indicador Esalq é medido desde 1996 e tem três parciais publicadas ao longo de cada dia.

Os pesquisadores perguntam especificamente pelo preço comercial — ou seja, quanto a saca é vendida do produtor para as cooperativas — e registram também, quando possível, a razão da alteração informada pelos interlocutores. As cotações recolhidas em campo orientam o comércio interno e têm influência direta nas exportações e no preço final nas prateleiras.

Segundo os responsáveis pelo levantamento, o mercado é muito dinâmico e frequentemente apresenta variações intradiárias. O cenário cambial é apontado como fator de peso: oscilações no câmbio durante o mesmo dia podem provocar mudanças na precificação. Por isso a coleta ocorre em dois turnos — pela manhã e à tarde — também por causa dos fusos: Londres está quatro horas à frente de Brasília, enquanto a bolsa de Nova Iorque funciona cerca de uma hora atrás do horário brasileiro.

Na apuração, os analistas registram preços de diferentes categorias, incluindo os cafés tipos 6, 7, 8 e o Arábica Rio. As negociações no mercado interno costumam se referenciar à bolsa de Nova Iorque, cuja referência de fechamento é usada para auxiliar decisões no Brasil.

Desde o início do acompanhamento, o maior patamar registrado foi no começo de 2025, quando a saca de 60 kg alcançou R$ 2.769. O primeiro trimestre de 2025 também foi o período de maiores altas, com média da safra em R$ 2,5 mil. Em 2026, a média entre janeiro e março caiu para R$ 1,7 mil. O menor registro histórico ocorreu em 2002, com R$ 500 por saca.

Para o segundo semestre, há perspectiva de maior oferta: a colheita começa em julho e, com dados da Conab apontando para uma safra recorde, a expectativa é de aumento na oferta que pode pressionar os preços.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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