28.6 C
Uberlândia
domingo, outubro 11, 2026

Conflito entre EUA e Irã tende a adiar visita de Lula a Washington, dizem assessores

Integrantes do governo brasileiro já consideram provável o adiamento da visita de Estado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Washington, em razão do confronto entre Estados Unidos e Irã. Três assessores próximos ao presidente afirmaram ao blog que a expectativa passou a ser de espera por “dias ou semanas” para a realização da viagem.

Segundo apuração junto a auxiliares de Lula e ao Itamaraty, não havia data formalmente definida para a visita, embora se trabalhasse com o mês de março. Agora, fontes governamentais admitem que a agenda pode ser postergada para o final de março ou para abril, dependendo da evolução do conflito no Oriente Médio.

Do lado norte-americano, também não havia proposta de data concreta para a visita. Na última conversa entre os dois presidentes, o governo dos EUA mencionou a possibilidade de realizar uma visita de Estado a Washington, mas sem fixar prazos. Apesar das divergências públicas em relação às ofensivas, os interlocutores do Planalto garantem que o canal de diálogo entre Lula e o presidente norte‑americano continua aberto e direto.

Logo após os primeiros ataques realizados por Estados Unidos e Israel, o governo brasileiro divulgou duas notas oficiais condenando a ação em um contexto de negociações e cobrando respeito ao Direito Internacional. As comunicações oficiais do governo registraram repúdio às hostilidades, sem, segundo fontes, romper o contato diplomático com Washington.

Resumo do início do conflito

Na data citada pela apuração, neste sábado (28), Estados Unidos e Israel lançaram uma grande ofensiva aérea contra alvos militares e estratégicos no Irã, alegando a necessidade de destruir o programa nuclear iraniano e de neutralizar ameaças atribuídas ao regime. Em retaliação, o Irã atacou com mísseis e drones alvos em Israel e bases norte‑americanas localizadas em diversos países do Oriente Médio.

Os ataques atingiram a cúpula da liderança iraniana e, segundo anúncio do próprio governo iraniano, resultaram na morte do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei. Outras autoridades de alta patente militar, incluindo o chefe do Estado‑Maior e o ministro da Defesa, também foram mortos, conforme as confirmações oficiais.

O confronto elevou substancialmente as tensões na região, levou ao fechamento do Estreito de Ormuz, causou centenas de mortes no Irã e provocou uma série de ataques em diferentes países do Oriente Médio.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
Últimas Notícias
Veja também