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domingo, outubro 11, 2026

Conflito entre EUA, Israel e Irã se intensifica e pressiona mercados de energia

Explosões de grande intensidade sacudiram Teerã na noite de domingo (1º), no segundo dia de ações militares coordenadas por Estados Unidos e Israel contra alvos no Irã. Fontes locais relataram que os estrondos foram sentidos a quilômetros de distância, enquanto autoridades internacionais e do mercado avaliam impactos potenciais sobre preços de petróleo e economia global.

O episódio ocorre na esteira da confirmação da morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e de outros membros importantes do governo do país. Apesar do óbito e da escalada, Washington e Jerusalém sinalizaram que manterão a pressão militar, ao passo que o Irã responde com operações em diversos pontos do Oriente Médio.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, informou que as forças do país estão mobilizando toda a capacidade do Exército em ação conjunta com os Estados Unidos, com o objetivo declarado de garantir a existência e o futuro de Israel. Ele afirmou que os ataques visam o “coração de Teerã” e que a intensidade das ofensivas tende a aumentar nos próximos dias.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que aceitou dialogar com os novos líderes iranianos. Em entrevista à Fox News, relativizou o impacto da alta dos combustíveis e disse não estar preocupado; afirmou ainda que, sem as operações em curso, o Irã teria uma arma nuclear “em menos de duas semanas”.

Relatos ainda indicam que contra-ataques vindos de Teerã resultaram na morte de ao menos três soldados americanos e nove civis israelenses.

No campo econômico, analistas e empresas de inteligência de mercado projetam reajustes nos preços do petróleo assim que os mercados reabrirem na noite de domingo para segunda-feira (2). Amena Bakr, da Kpler, estima que o barril pode subir para uma faixa entre US$ 85 e US$ 90 já nesta segunda-feira — ante US$ 72 na sexta-feira e US$ 61 no início do ano.

A tensão traz risco ao tráfego no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. Embora a rota não esteja formalmente bloqueada, houve aumento nos custos de seguros e grandes armadores suspenderam viagens por ali. A Rystad Energy alerta que, mesmo com rotas alternativas, a oferta pode cair entre 8 milhões e 10 milhões de barris por dia, reduzindo o volume disponível no mercado internacional.

Especialistas também apontam para pressão sobre o preço do gás natural, caso o Catar seja afetado pelas repercussões da crise. Michelle Brouhard, também da Kpler, diz que o Irã pode procurar manter preços elevados como forma de pressionar Washington.

Analistas recordam que a última vez em que o petróleo superou US$ 100 foi no início da guerra na Ucrânia, período marcado por aumento do gás e contribuição para a elevação da inflação global. Eric Dor, da IESEG School of Management, adverte que um prolongamento de preços altos poderia provocar um “efeito recessivo”, afetando combustíveis, energia, transporte marítimo e companhias aéreas, enquanto setores como defesa podem se beneficiar e ramos como transporte, turismo e logística devem registrar perdas.

O episódio e suas consequências econômicas continuam sendo acompanhados à medida que os desdobramentos militares prosseguem.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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