A Aneel anunciou nesta sexta-feira (25) que a bandeira tarifária aplicada às contas de energia em outubro será a verde. A definição implica que não haverá cobrança adicional no valor das faturas de eletricidade durante o mês.
Com menos recurso às usinas termelétricas, a Aneel afirmou que será possível evitar a cobrança de custos adicionais na conta de energia dos consumidores, traduzida na não aplicação de bandeiras tarifárias que implicam acréscimo na fatura.
Na semana passada, a agência havia revisado para cima a projeção de aumento das tarifas de energia no país, elevando a expectativa para 9,4%. Segundo a Aneel, essa revisão refletiu o impacto da alta da inflação, dos custos de energia e de componentes financeiros sobre as tarifas.
Como funciona o sistema de bandeiras
O sistema de bandeiras tarifárias da Aneel serve para sinalizar ao consumidor as condições de geração de energia no país. Em períodos de menor afluência de chuvas, quando as hidrelétricas geram menos, recorre-se com maior frequência a usinas termelétricas, mais onerosas, o que resulta na ativação de bandeiras que adicionam custos às contas.
Quanto custa cada bandeira
Cada bandeira acionada pela Aneel representa um custo extra por MWh consumido ou por cada 100 kWh na conta de luz:
Bandeira verde: sem custo adicional.
Bandeira amarela: R$ 18,85 por MWh utilizado (equivalente a R$ 1,88 a cada 100 kWh).
Bandeira vermelha – patamar 1: R$ 44,63 por MWh utilizado (R$ 4,46 a cada 100 kWh).
Bandeira vermelha – patamar 2: R$ 78,77 por MWh utilizado (R$ 7,87 a cada 100 kWh).
A definição da bandeira para outubro passa a valer para as faturas do mês, enquanto a Aneel acompanha as condições de chuva e o nível dos reservatórios para futuras atualizações nas sinalizações tarifárias.
Com informações de G1




