O mel pode apresentar sabores, cores e texturas distintas dependendo das plantas de onde as abelhas coletam o néctar. No Espírito Santo, produtores relatam que há variedades que vão de líquidos e claros a escuros e densos, conforme a florada disponível na região.
Segundo o apicultor Arno Wieringa, de Domingos Martins, na Região Serrana do estado, a diferença entre os méis começa na própria flor e se estende ao cuidado adotado durante a produção. “A gente, hoje em dia, tenta desmistificar e desafiar o consumidor a conhecer esses paladares diferentes.” Ele acrescenta que “a diferença começa na flor e continua no trabalho de quem acompanha cada etapa”.
Wieringa afirma que, em geral, os méis mais escuros apresentam maior teor de sais minerais, textura mais encorpada e sabor mais marcante. Em contrapartida, o consumidor brasileiro costuma estar mais acostumado com o mel claro, que é menos denso, mais líquido e tende a não cristalizar com facilidade.
Principais tipos encontrados no estado
No Espírito Santo, são citadas diversas origens florais que produzem méis com características próprias:
- Mel de capuchinha: suave, claro e pouco denso.
- Mel silvestre: suave, claro, resultante de florada variada.
- Mel de café: com acidez, mais denso e de coloração média.
- Mel de laranja: com acidez, denso e escuro.
- Mel de aroeira: potente, escuro e denso.
Além do aspecto alimentar, Wieringa destaca a importância ecológica das abelhas. “O papel mais importante da abelha é a fecundação das flores, a polinização. Se a gente não tem esses insetos, grande parte dessa produção (de flores e frutos), a gente não teria mais”, explicou o apicultor, ressaltando o papel das abelhas para a manutenção da flora e das produções agrícolas dependentes da polinização.
O mercado capixaba, portanto, reúne opções variadas de mel, e os produtores locais defendem a valorização dessas diferenças sensoriais originadas pelas distintas floradas do estado.
Com informações de G1




