Os Correios afirmaram que esperam receber até o dia 15 deste mês uma nova operação de crédito no valor de cerca de R$ 7 bilhões, articulada por um consórcio de instituições financeiras que inclui o Citibank, o J.P. Morgan, o Deutsche Bank e o Banrisul. A movimentação tem o objetivo de aliviar a situação econômica da estatal.
A contratação do empréstimo foi mencionada nas demonstrações financeiras referentes ao primeiro semestre de 2026, divulgadas no fim de agosto. Na prestação de contas, a empresa informou que a estruturação da operação já está em estágio avançado e que os principais aspectos econômicos e contratuais estão em fase final de alinhamento com potenciais participantes.
O consórcio que negocia o novo crédito segue modelo usado no final do ano passado, quando foi organizada uma rodada para aporte de R$ 12 bilhões. A expectativa é que a nova injeção ocorra de forma semelhante, agora com a presença de três bancos estrangeiros entre as instituições envolvidas.
Além do empréstimo, a estatal também confirmou o compromisso assumido pela União de efetuar aporte de capital no montante de R$ 6 bilhões até o fim de 2027. Segundo os Correios, esses recursos têm finalidade de fortalecer a situação econômico-financeira e o patrimônio da empresa.
Como parte das ações para readequação, os Correios abriram um novo programa de demissão voluntária. A medida integra o conjunto de iniciativas destinadas a reduzir custos diante do quadro de dificuldades financeiras que a estatal enfrenta.
A crise dos Correios persiste: a empresa acumula 15 trimestres consecutivos com resultado negativo. No primeiro semestre de 2026, o prejuízo registrado foi de R$ 5,6 bilhões. O resultado do segundo trimestre de 2026 apresentou perda menor do que a observada no primeiro trimestre deste ano e no quarto trimestre de 2025, indicando um ajuste parcial após o prejuízo recorde no primeiro trimestre de 2026.
As tratativas com as instituições financeiras e a confirmação do aporte federal seguem como elementos centrais para o planejamento financeiro da empresa nos próximos meses.
Com informações de G1




