O programa Desenrola 2.0 levou 1,4 milhão de trabalhadores ao aplicativo do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) no primeiro dia em que a liberação entrou em vigor, nesta segunda-feira (25). A informação foi divulgada pela Caixa Econômica Federal, que informou ainda que a iniciativa possibilita que instituições financeiras consultem o saldo disponível para quitação ou amortização de dívidas, mediante autorização do titular.
Instabilidades no acesso
O volume de acessos ao app provocou instabilidade e filas virtuais, segundo relatos de usuários. Muitos precisaram atualizar o aplicativo para conseguir visualizar os saldos e autorizar consultas, o que gerou queixas sobre dificuldade de uso e demora no atendimento digital.
Como funciona a renegociação
A modalidade permite o uso de até 20% do saldo do FGTS ou R$ 1 mil, o que for maior, para quitar ou reduzir dívidas. Para liberar o recurso, o trabalhador deve entrar no aplicativo do FGTS e autorizar que as instituições verifiquem o montante disponível. O montante a ser utilizado é definido durante a negociação entre o cliente e o banco ou financeira responsável pela operação.
Limites e divisão entre instituições
Há um teto de R$ 15 mil por beneficiário em cada instituição financeira. Isso significa que, embora o trabalhador possa empiricamente ter direito a percentuais maiores sobre o saldo, o aproveitamento prático por banco fica restrito a esse limite. Como exemplo, um trabalhador com R$ 100 mil no FGTS teria direito a utilizar até R$ 20 mil no total, podendo distribuir esse montante entre diferentes bancos conforme necessidade.
Prazo para formalização
Depois que o titular autoriza a consulta no aplicativo, as instituições financeiras têm até 30 dias para formalizar os contratos junto à Caixa. A transferência dos recursos para a instituição que quitará a dívida só ocorre após a validação do contrato estabelecido entre as partes.
Outras liberações do FGTS
Além do Desenrola 2.0, a Caixa antecipou valores do saque-aniversário, liberando R$ 8,5 bilhões para cerca de 10,5 milhões de trabalhadores. Esses pagamentos contemplam quem aderiu ao saque-aniversário e teve o contrato de trabalho suspenso ou encerrado entre janeiro de 2020 e dezembro de 2025.
Com informações de Uberlandianofoco




